1.13 "The Four of Us are Dying" (Nós Quatro Estamos Morrendo)

Posted: 24.8.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , , , 0 comentários
Dirigido por John Brahm
Escrito por Rod Serling (adaptado de uma história de George Clayton Johnson)

Arch Hammer é um golpista que pode transformar sua aparência com quem ele quiser. Assim ele começa a por em ordem o seu plano traçado pra noite que vem. Primeiro ele se passa pelo trompetista Foster e tenta roubar a namorada dele. Logo depois, ele visita o Sr. Pennell transmutado do gangster Virgil Sterig para extorquir Pennell, o homem que matou ele. Mas Penell percebe algum tipo de farsa e manda os seus homens atrás dele. Na fuga, muda seu rosto para um boxeador num pôster.

Arch Hammer está afim de dar o maior golpe possível no menor espaço de tempo e ir embora da cidade, com isso ele esta num hotel barato, com uns clippings de jornal e um plano maligno de destruir algumas vidas. Penso quando vejo que é apenas uma conseqüência. Ele então esbarra com o pai do boxeador numa banca de jornal, que o confunde com o homem que partiu o coração da mãe e arruinou a vida de uma jovem. Hammer empurra o velho e retorna ao quarto de hotel, sendo insultado pelo velhinho “bata em mim agora!”. O problema de mudar seu rosto,é que você também não pode mudar o passado, e, é um passado desconhecido. A situação se agrava mais e mais e se têm a nítida sensação de que ele está se estreitando pra tentar escapar da confusão que ele entrou. Um detetive bate no quarto, convidando Hammer para ir na delegacia ser interrogado. Quando Hammer tenta fugir pela porta giratória do hotel, ele assume a identidade do boxeador, novamente.

Nas ruas tentando achar um lugar pra se esconder, ele encontrar “seu pai” novamente, que aponta uma arma pra ele. Hammer tentar dizer ao velho que ele não é quem ele pensa que é. Quando tenta se transformar para mostrar sua verdadeira identidade, o velho atira. Enquanto Hammer respira seu último fôlego, todas as faces que ele se transformou e as pessoas por quem ele se passou, vão aparecendo e desaparecendo gradualmente até chegar ao rosto original que ele sempre usou.

.curiosidades: A banda Nine Inch Nails têm um instrumental chamado “The Four of Us are Dying”.

.Thiago Manzo
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1.12 “What you Need” (O que você precisa)

Posted: 16.8.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , 0 comentários
Written by Rod Serling
(Adaptado de uma estória do mesmo nome de Lewis Padgett. Primeiramente publicado na revista: Astounding Science-Fiction em 1945)
Directed by Alvin Ganzer

Incrivelmente linda essa história, bem propicia pra época que foi feita, sendo apresentado bem no Natal.
Pedott, um vendedor ambulante, têm a curiosa habilidade de vender para as pessoas aquilo que elas precisam exatamente antes delas saberem o motivo. Num Café, ele oferece á uma mulher, alvejante de roupa. E, para um ex-jogador de baseball sem sorte ele entrega um bilhete para Pensilvânia. O jogador recebe um telefonema com uma oferta de trabalho na cidade desse estado e ele precisa limpar o seu casaco, logo, a mulher resolve limpar pra ele unindo os dois. Assistindo a esses acontecimentos está Renard, um vagabundo de segunda categoria, que, resolve tirar proveito da situação.

Renard pede á Pedott que ele dê o que precisa, dando à ele, um par de tesouras, quando Renard fica com o cachecol preso na porta do elevador, ele prontamento utiliza o presente. A partir desse momento, Renard persegue o vendedor sempre pedindo o que precisa, assediando ele de uma forma que só um vagabundo sabe fazer, ao chegar no apartamento do Pedott, esse da uma caneta de tinteiro que vaza e caí encima de um cavalo de corrida, dando à Renard uma chance de ganhar uma bolada nas corridas.

Ao ameaçar Pedott mais uma vez, este, por sua vez, dá a ele um par de sapatos. Ao atravessar a rua, o chão está molhado e um carro acelera em direção de Renard que não consegue sair do lugar, pois, os sapatos são escorregadios para o asfalto. Ao ser atropelado, Pedott explica que “não era o que você queria que importava agora, mas sim, que eu precisava.”
Ainda, magistralmente para fechar o episodio, ele dá um pente para um casal que vê o acidente. Até que eles são entrevistados por um jornalista e o marido usa o pente pra sair bem na foto.

.curiosidades: No conto original, era uma maquina que previa os acontecimentos futuros prováveis.
. No Jornal que Renard lê, está escrito: “Bomba-H capaz de destruição total”. O mesmo jornal de “Time Enough at Last”.
. Esse episódio inspirou Stephen King a escrever um conto similar chamado: “Eu sei o que você precisa.”

.Thiago Manzo

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1.11 “And When the Sky was Opened” (Quando o Céu se Abriu)

Posted: 12.8.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , 0 comentários
 Written by Rod Serling
Baseado no conto “Disappearing Act” de Richard Matheson
Directed by Douglas Heyes

Três astronautas voando dentro do X-20 Dynasoar indo ao espaço pela primeira vez desaparecem do radar num vôo teste, e reaparecem novamente.
Antes de começar o episodio até mesmo da narração de Serling, essa é a primeira impressão do episódio.
Este episódio é cheio de sutilezas de cenário e detalhes minuciosos que fazem mover a estória.
Coronéis Harrington, Forbes e o Major Gart retornam á Terra com o Gart com uma perna quebrada. Os outros dois vão á um bar e Harrington tem a sensação de que ele não pertence mais a esse mundo. Ele imediatamente vai para uma cabine telefônica para ligar para seus pais, mas esses dizem que eles não tem filhos. Harrington misteriosamente desaparece, e ninguém a não ser Forbes lembra de sua existência quando perguntado. Será que é uma ilusão? Será que ele está ficando louco? Será o único sobrevivente?

Forbes conta a historia ao Gart que diz que ele não conhece nenhum Harrington. Então ele não pode ser o único sobrevivente. Então Forbes se olha no espelho e percebe que não há reflexo e corre pra fora do quarto. Quando Gart consegue se erguer do leito do hospital e correr atrás dele, ele desapareceu tal qual Harrington e questionado novamente ninguém se lembra do oficial. Nesse ponto estamos tão confusos quanto o personagem. O que está acontecendo é a pergunta matriz do episódio.
Logo depois, Gart também desaparece apagando a todos da face da Terra.

Para todas essas perguntas a menos óbvia é a mais coerente. Esta implícito que os homens retornaram já mortos, e eram pra eles estarem supostamente mortos e a nave destruída mas algo aconteceu que eles retornaram á Terra mudando a seguencia real dos eventos final, e, desencadeando uma série de “rupturas” no espaço-tempo continuum, logo, o próprio erro foi sendo acertado e colocando tudo em ordem, por isso, apagando os homens e a nave da História.

Quando eu mencionei sutilezas, eu quis dizer os detalhes que movem a estória. O que sem efeitos especiais foi arranjado com movimentos de câmera, posicionamente e principalmente cenário e objetos de cena.
No começo vemos uma grande lona cobrindo um avião. Quando todos desaparecem, vemos só a lona no chão. No jornal que é vendido ao passar do tempo vemos: “ Três homens retornam...”, depois “Dois homens retornam...”, e, por fim “Homem solitário retorna...”. Tudo isso ajuda a criar o clima magistralmente.

.curiosidades: Richard Matheson, o autor do conto, também é autor de Eu sou a Lenda e Amor Além da Vida.
.Thiago Manzo
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1.10 “Judgement Night” (Noite do julgamento)

Posted: 9.8.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , 0 comentários
Written by Rod Serling
Directed by John Brahm

Este é um dos mais difíceis e complicados roteiros já escritos na primeira temporada. Começa com Karl Lanser, o protagonista, no convés do navio. Ele está ansioso e logo sabemos que ele não tem idéia nenhuma de como veio parar a bordo ou com quem ele é. Parado no deck ele desce para jantar junto com a tripulação e os passageiros. Ouvindo o capitão comentar sobre U-boats alemães, Lanser parece entediado e explica com riqueza de detalhes como não saberíamos de sua presença. Ao ser perguntado de onde ele é e quanto tempo ele está na Inglaterra, Lanser explica que ele não é de lá e que nasceu em Frankfurt, Alemanha. Ele sempre aparenta estar confuso, e, vai para sua cabine dizendo estar doente.

Ainda no deck, ele fala com outro membro da tripulação, Sra. Pennyweather. Ao longo do tempo, ele vai ficando mais preocupado e estressado e ele começa a divagar de como todos irão sofrer um fim fatídico. Ele sabe quem ele é mas não sabe dizer quem ele é. O capitão deseja vê-lo novamente. Após uma breve conversa, ele tem suspeitas de Lanser, que nasceu na Alemanha mas não tem documentos para provar. O capitão manda um servente do navio para a cabine de Lanser, vasculhando em suas coisas ele encontra um cap de oficial da marinha alemã. Lanser, logo depois, inspeciona o cap e percebe que tem seu nome no interior.

Lanser começa a ficar cada vez mais em pânico ouvindo os outros passageiros discutir sobre a Guerra, ele sente uma sensação de déjà vu, e esta se tornando cada vez mais freqüente. É obvio neste ponto que ele é um oficial alemão. Lanser tem certeza que o navio será atacado. As 12.05hrs os motores param garantido a certeza que algo acontecerá ás 01.15hrs. Sem conseguir convencer a todos, ele sofre na agonia de ver os passageiros morrerem, pois não acreditam nele. Precisamente na hora que ele disse o navio é afundado por um submarino alemão por um certo Kaptain Leutnant Lanser.

Mais tarde, Lanser está numa cabine dentro do U-boat, recordando da noite. Quando o segundo em comando pergunta para Lanser se eles serão julgados por atacar o navio indefeso, Lanser responde que apenas os britânicos poderão julgá-los. Um dos tripulantes pergunta se Deus também não julgará eles talvez fazendo reviver os momentos finais do navio condenado. E assim termina o episódio: com uma pergunta em aberto. O U-boat está condenado a reviver para sempre o afundamento do navio com Lanser sendo a testemunha ocular entre aqueles mortos sem piedade dentro do navio fantasma. Reconta-se o inferno privado de Carl Lanser e ele reaparece no convés do navio - e o pesadelo recomeça...

Uma critica incrível as ações e recriminações feitas pelos atos de crueldade instilados ao longo do tempo pela guerra.

.curiosidade: um outro episódio também trata de reviver o temor da guerra num campo de concentração: Death’s-head Revisited.

.Thiago Manzo
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1.9 “Perchance to Dream” (Talvez sonhar)

Posted: 3.8.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , , 0 comentários
  Written by Charles Beaumont
(baseado num conto de mesmo nome publicado em novembro de ‘58)
Directed by Robert Florey

“Dormir... Talvez sonhar.” O título deste episódio vêm do monologo mais famoso do bardo inglês William Shakespeare, retirado de Hamlet. Melhor nome não poderia ser dado para essa obra. Com um peso filosófico tremendo existe a premissa de um homem que não pode dormir e nem consegue ficar acordado.

Edward Hall, um homem com problemas cardíacos acredita que se ele dormir pode nunca mais acordar, e, estando acordado agrave a sua condição. Ele procura ajuda do psiquiatra Rathmann e conta que ele vem sonhando em capítulos, como num seriado. Nos seus sonhos, uma dançarina de nome Maya, convida ele para uma viagem num trem-fantasma, mas seu subconsciente sempre lhe diz que algo pode dar errado. Percebendo que Rathmann não pode lhe ajudar, Hall, saí do consultório e se depara com a secretária que se parece igualzinha à Maya. Ele volta correndo para dentro da sala e se joga da janela.

Na verdade, o doutor chama a recepcionista que entra e vê Hall deitado no sofá. O doutor explica que Hall entrou e deitou, dormiu imediatamente e alguns segundos depois soltou um grito aterrador e morreu. Concluindo o doutor diz: “Bem, parece que há formas piores para morrer, pelo menos ele morreu em paz...”

Esse episódio e seu cunho filosófico esta totalmente ligado à realidade de diversas pessoas que passam a vida num estado de sono profundo e morrer pode até ser sua salvação ou sua redenção. Mas o importante é de onde vêm o título.

.curiosidades: O título vem do monologo de Hamlet. Ato III cena I.
Este é o trecho que ele aparece:

“Morrer para dormir... É uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir... Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo;
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.”
 
.Thiago Manzo
.
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