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1.36 “A World of His Own” (Um Mundo Só Seu)

Posted: 6.4.11 | Postado por Unknown | Marcadores: , , 0 comentários
Directed by Ralph Nelson
Written by Richard Matheson

Último episodio da temporada, sendo o tema central exatamente a questão criativa e principal de Twilight Zone, a dramaturgia.
Voltando para casa, Victoria West, vê seu marido, Gregory West, pela janela tomando um drink com Mary, uma loura atraente. Quando Victoria invade a sala, Mary não se encontra.

Gregory explica para sua mulher que qualquer coisa que ele descreva no seu gravador, ele pode fazer aquilo se materializar no real e aparecer no estúdio. Para desaparecer, tudo que ele precisa é jogar a fita no fogo. Ele demonstra isso, primeiro com Mary e depois com um elefante no corredor. Gregory descobri esse talento quando um personagem que ele se doou o bastante para criar se aproximou dele, como uma pessoa de carne e osso, apertou sua mão e agradeceu ele.

Sem acreditar em nada disso (apesar de ver o elefante com os próprios olhos), Victoria diz que ele está maluco e que vai internar ele. Em resposta, Gregory pega uma fita do cofre e explica que contêm a descrição dela. Victoria pega a fita dele e joga no fogo para provar que ele está insano - e imediatamente começa a se sentir tonta. “Você, você estava dizendo a verdade?! Você estava certo!” ela grita, e desaparece. Em comoção, Gregory corre para o gravador e começa a re-descrever Victoria - mas reconsidera, e no lugar, descreve Mrs. Mary West. Mary reaparece e mistura pro marido um drink.

Serling ao fim aparece fazendo uma gag final, “Esperamos que tenham gostado da história romântica dessa noite. Ao mesmo tempo, queremos que saiba que, é claro, puramente ficcional. Na vida real, Esse absurdo nunca-”

“Rod, não!” interrompe Gregory, que caminha para o cofre e tira uma fita escrito “Rod Serling”. “Você não deveria dizer coisas como absurdo e ridículo!” ele continua enquanto joga a fota no fogo.

“Bom, é assim que as coisas são,” responde Serling, num tom resignado enquanto desaparece.

.curiosidades: O único episodio na primeira temporada que Rod Serling aparece falando na tela quebrando a quarta parede (numa rara cena de humor). De agora em diante, ele aparece em todos os episódios.

.Thiago Manzo
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1.32 “A Passage for Trumpet” (Abram Alas para o Trompete)

Posted: 28.2.11 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , , , 0 comentários
Written by: Rod Serling
Directed by: Don Medford

Com uma abertura livremente adaptado de The Lost Weekend de Billy Wilder, com o diálogo poético gritante - apenas com um tocador de trompete em vez de um escritor - A Passage for Trumpet tem Jack Klugman, o melhor ator que já trabalhou na série - e iria atuar quatro vezes - interpretando um tocador de trompete e um bêbado, um ’perdedor urbano’ como Marc Scott Zicree o chamava, um arquétipo que Klugman acabaria retornando num outro episódio. (Vide, A Game of Pool.) Lindamente escrito e executado, é talvez o melhor episódio da primeira temporada até agora.  Sem uma narrativa nada mais do que sobrenatural ou cientifica do que It’s A Wonderful Life, sua história sobre o valor da vida pode não ser tão eficiente e devastadora como o clássico de Capra, mas para meia-hora na TV chega o mais próximo do objetivo que devia. Realmente, o maior erro do episódio é ser muito curto para o que pretende; George Clemens, responsável pelo tom artístico noir, disse que enquanto filmavam tentavam convencer os produtores de transformar o episodio em uma hora, sem sucesso. Mesmo assim, é uma obra-prima.

Klugman não consegue um emprego porque está sempre bêbado e escorregando nas notas com a suas linhas inebriadas e atonais. Porque ele jogou sua vida fora por ‘um broto ruim?’, um colega lhe pergunta. ‘Porque estou triste,’ Klugman diz isso num sorriso afetado, numa das frases mais bem ditas que já ouvi. Penhorando o trompete e se detestando, Klugman resolve se jogar em frente de um caminhão. Ele acorda horas mais tarde, como um bêbado ordinário, como um homem invisível, acreditando ser um fantasma e notando que o suicídio foi o único sucesso que teve em anos. Na realidade, ele está preso em um limbo entre o real e o sombrio; ele vai para o beco atrás do antigo clube de jazz para entrar no ritmo quando ele ouve um blues saindo de metal tocando próximo. Ao inspecionar, o instrumentista é o Arcanjo Gabriel, que se intitula “Gabe” e que ele sabe alguma coisa sobre trompetes; normalmente, ouvir Gabriel tocar seu trompete não é um bom sinal, mas ele não está aqui para começar o Apocalipse, apenas para ajudar Klugman para se lembrar dos grandes aspectos da vida, e dar á ele a chance de viver novamente, com um aviso para não deixar seu talento se perder. “Até que a Morte os separe!”
Klugman entusiasmado responde. A seqüência inteira é sólida e linear, ele percebe todas as maravilhas que a vida tem para oferecer - filmes, amigos linda música - é até bem rápido pra alguém que cinco minutos atrás estava convicto em morrer. Assumir isso e a narrativa é pouco inspirante e parada, parece mesmo que merecia sessenta minutos.

Mas Abram alas para o Trompete varre o resultado e balanceia com uma linda e simples cena está no topo de um prédio tocando seu blues e acaba conhecendo uma garota que é nova na cidade. Acalentador sem ser cafona, Abram alas para o trompete tem uma mensagem até para aqueles que não estão tão distantes de se jogar na frente de um carro; como Serling nota na narração final, “[vida] pode ser rica e recompensadora e cheia de beleza... Se uma pessoa apenas parar e escutar.” É um sentimento difícil, em filme, de ser convincente, mas ‘Abram alas’ consegue, graças á grande parte ao talento e interpretação cheia de nuances de Klugman. Enquanto Klugman vagueia no limbo, Gabriel diz que quem não o vê, são os fantasmas, os mortos-vivos, sugerindo que, salvo alguns, a maioria de nos estão cegos na nossa miséria complacente, incapaz de reconhecer a beleza á nossa volta. Abram alas para o trompete nos encoraja a parar, cheirar as rosas e viver um pouco; então toque alguma musica, se apaixone. A vida pode ser assim, se você parar e reparar.

.curiosidades: No limbo, Joey não deveria ter reflexos. Mas se vê duas vezes, um no espelho e outro numa jukebox em que ele se encosta.

. Jon Stewart
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1.26 “Execution” (Execução)

Posted: 30.11.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , 0 comentários
Directed by David Orrick McDearmon
Written by Rod Serling (Estória de George Clayton Johnson)

Em 1880, Joe Caswell está prestes a ser enforcado por assassinato. Assim que a corda aperta no seu pescoço, ele aparece inexplicavelmente no laboratório do professor Manion. Manion explica que ele usou uma maquina do tempo para escolher aleatoriamente Caswell do passado. Mas quando Manion vê as marcas no pescoço de Caswell, ele tenta mandar ele de volta. Eles entram numa briga, e Caswell acaba acertando Manion com uma luminária na cabeça. Caswell tenta escapar para uma rua rua movimentada, mas fica tão abalado com as luzes e o barulho que retorna diretamente para o laboratório.

Procurando a ajuda do cientista, ele percebe que seu golpe matou Manion. Nesse momento um ladrão, Johnson, invade o laboratório. Caswell acerta Johnson e tenta retirar a arma de Johnson dele, mas Johnson se dá bem e estrangula Caswell com uma corda. Enquando Johnson tenta abrir o cofre de Manion, ele acidentalmente ativa a máquina do tempo - e é mandado de volta para 1880, aparecendo na corda que era para Caswell, bem na hora de ser enforcado.

.curiosidades: Rod Serling na narração de abertura tem uma frase que foi reutilizada no episódio “The Whole Truth”, que descreve o personagem da seguinte forma, “Sr. Harvey Hunnicut, que, quando o Bom Senhor distribuía uma consciência deve ter ido tomar uma cerveja e perdeu a sua vez,” similar ao personagem desse episódio, “Sr. Joe Caswell, que, quando o Bom Senhor distribuía uma consciência, um coração, um senso comum deve ter ido tomar uma cerveja e perdeu a sua vez.”

.Thiago Manzo
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1.22 “The Monsters are Due on Maple Street” (Os Monstros Estão Soltos na Rua Maple)

Posted: 23.11.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , , 1 comentários
Directed by Ronald Winston
Written by Rod Serling

O episódio começa no alto verão; Maple Street está cheia de crianças brincando e pais jogando conversa fiada. Uma sombra cruza os céus e um barulho ensurdecedor é ouvido, acompanhado por um clarão. Mais tarde, depois de escurecer, os residentes da rua descobrem que suas máquinas não funcionam mais, e que não há força. Eles se juntam na rua para discutir o assunto. Um deles, Pete Van Horn, se voluntaria para sair da vizinhança e descobrir o que está acontecendo.

Outro residente, Steve Brand, quer ir para cidade mas Tommy diz para ele não sair da rua. Tommy leu no gibi sobre uma invasão alienígena está tomando lugar, e que Steve provavelmente não poderia sair. Além disso - como parte dessa invasão fictícia - os aliens insidiosamente colocaram no meio deles uma família que aparentava ser humana. A falta de força foi feita para isolar e conter a vizinhança.

Entretanto, outro residente, Les Goodman, tenta sem sucesso ligar seu carro. Ele sai do carro, e começa a caminhar para os outros residentes quando seu carro liga sozinho. O comportamento bizarro de seu carro fazem dele, uma suspeita imediata. Uma mulher comenta sobre suas atividades tarde da noite olhando pro céu, no jardim vendo as estrelas. Les apenas diz que é insônia. Mais tarde durante aquela noite, Steve tenta acabar com a situação prevenindo que se torne uma caça ás bruxas. Charlie, um dos vizinhos mais agressivos, pressiona Steve sobre o seu hobby de construir uma radio que ninguém nunca viu. A suspeita agora caí em Steve quando ele sarcasticamente fala que conversa com monstros do espaço sideral. “Vocês estão todos parados querendo crucificar alguém! Só pensam em um bode expiatório! Estão todos desesperados para apontar o dedo em alguém! Bom, acredite, a única coisa que vai acontecer é que iremos nos devorar uns aos outros!”

O pânico cresce quando uma figura misteriosa coberta pelas sombras começa a caminhar na direção deles. Charlie, agora perturbadoramente hostil, pega uma espingarda e atira na sombra, pensando ser um ‘monstro’. Quando o grupo alcança a figura caída, eles percebem que é Pete Van Horn voltando da missão.

Subitamente, as luzes na casa de Charlie retornam e ele entra em pânico quando todos acusam ele de além de assassino, o monstro responsável pela falta de luz. Ele corre para casa enquanto os outros vizinhos o perseguem jogando pedras. Charlie tenta jogar atenção em Tommy, o garoto que trouxe a idéia de uma infiltração alienígena. Luzes começa a piscar em todas as casas; cortadores de grama e carros ligam sem razão aparente. A turba fica histérica, com vizinhos apavorados destruindo janelas, e pegando armas, se dissolvendo numa revolta descontrolada.

O episódio (brilhantemente bem dirigido), corta para um monte próximo, onde é revelado um meteoro. Só que o ‘meteoro’ é na verdade uma nave espacial. Seus habitantes, dois observadores aliens, observam a Rua Maple usando um programa para manipular a força da vizinhança. Eles comentam como foi fácil criar paranóia e pânico, concluindo que essa é a melhor maneira de conquistar a Terra. Deixando que os humanos se destruam.

O medo do pânico sendo tratado de uma forma que hoje em dia pode ser copiada vezes e vezes, mas na época, era muito original esse roteiro.

.curiosidades: Esse episódio serviu de inspiração para vários diretores e escritores incluindo: O Efeito Borboleta e A Névoa.

.Há uma Graphic Novel baseada nesse episódio. Na verdade, há 7 ou 8 graphic novels baseados em vários episódios de Twilight Zone. Publicados com autorização da viúva de Rod Serling e distribuídos pela Walker & Co.

.Thiago Manzo
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1.21 “Mirror Image” (A Imagem no Espelho)

Posted: 13.11.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , 1 comentários
Directed by John Brahm
Written by Rod Serling

Déjà vu: Sensação de ter a certeza de que já presenciou ou viveu aquele momento em alguma situação atual várias vezes. Uma sensação que pode ser aflitiva ou incoerente. Mas uma experiência desagradável, na maioria das vezes. Pior do que o Déjà vu é não se lembrar do que aconteceu enquanto todos se lembram.

Uma jovem mulher de nome Millicent Barnes está esperando numa estação de ônibus para Courtland, para começar um novo trabalho em Buffalo, New York. Olhando para o relógio da parede da estação ela percebe que o ônibus está atrasado. Ela caminha para o bilheteiro e pergunta quanto tempo o ônibus está atrasado, e, o bilheteiro a informa que já é a terceira vez que ela pergunta isso. Millicent nega isso. Conversando com o agente da estação, ela percebe uma mala parecida com a dela na pilha de malas. Ela menciona o fato para o homem que afirma que é a mala dela. Ela não acredita nele até olhar pro banco e perceber que a mala já não está no mesmo lugar. Logo depois, Barnes vai para o banheiro lavar as mãos e a senhora da limpeza insiste ao ser interrogada que é a segunda vez que a vê. Novamente, Millicent Barnes nega e prestes a sair do banheiro, ela dá uma olhada no espelho e vê além dela no espelho, uma versão igual a ela sentada no banco da estação.

Momentos mais tarde ela conhece um jovem chamado Paul Grinstead, que espera o mesmo ônibus. Eles conversam sobre o fenômeno. Paul, tentando acalmar Barnes, diz que pode ser uma anedota ou um desentendimento de alguém muito parecida com ela. Assim que o ônibus chega e ambos se preparam para entrar, Millicent olha pelo espelho e vê ela sentada no ônibus. Chocada, ela corre de volta para dentro da estação enquanto a sua contra-parte encara com uma indiferença maliciosa e satisfação.
Nesse momento a idéia de Déjà vu é posta de lado, estamos muito além disso, além de falhas de memórias ou de acontecimentos passados. Tudo acontece um pouco depois dela perceber. A mala, ela sentada no ônibus e o ato dela se encarar com malícia nos leva á quase um grau de universo paralelo.

Millicent desmaia inconsciente no banco dentro da estação enquanto Paul e a senhora da limpeza a ajudam. Paul concorda em pegar o ônibus das 19.00hrs com ela. Enquanto esperam, Millicent, insiste que a série de estranhos eventos é causada por um duplo seu de algum ‘mundo paralelo’, um próximo, mesmo assim, distante plano de existência alternativo que convergiu com esse mundo por forças naturais, ou não-naturais, por algum evento inexplicável. Quando isso acontece, o impostor malevolente entra no nosso reino. O doppelgänger de Millicent, o mal natural dela, pode sobreviver nesse mundo apenas eliminando sua contraparte boa. A própria Millicent. Proposta interessante, mas ainda me intriga saber como ela chegou nessa conclusão.

Paul diz que a explicação é ‘um pouco metafísica’ para ele(e para mim também), e acredita que a sanidade de Millicent começa a ser afetada com tudo isso. Paul diz a Millicent que ligará para um amigo em Tully que tem um carro e pode levar eles até Syracuse, mas, na verdade ele liga para a polícia. Depois de Millicent ser levada pelos tiras, em um estilo muito presunçoso e exageradamente direto, Paul começa a se acalmar na estação. Após beber em um bebedouro, Paul percebe que sua maleta sumiu. Vendo as portas principais, Paul percebe outro homem correndo por elas para longe da estação de ônibus. Perseguindo esse indíviduo pela rua, Paul descobre para seu horror absoluto, que está perseguindo a própria cópia. Seu rosto, uma máscara de orgulho e excitação maligna. 
Enquanto sua cópia maligna desaparece na cidade, Paul agora começa a perceber sua própria descida infernal numa mistura de loucura, terror e insanidade num futuro incerto.

Um episódio muito difícil de executar com interpretações excelentes, talvez uma das melhores edições de todos os episódios.

.curiosidades: Por mais assustador que seja, esse episódio é baseado em eventos reais! Rod Serling presenciou a sensação de semelhança profundo com um homem muito parecido com ele num aeroporto que estava atrás dele durante a viagem de avião.

.Thiago Manzo

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1.18 “The Last Flight” (O último vôo)

Posted: 4.10.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , 0 comentários
 Directed by William Claxton
Written by Richard Matheson (Adaptado do conto:"Flight")

Um piloto de guerra britânico da 1ª guerra mundial, aterrisa seu avião Nieuport numa base aérea americana em 1959 depois de atravessar uma estranha nuvem. Ele é levado imediatamente em custódia e interrogado. Ele reconta que estava voando com seu amigo Alexander Mackaye, que estava perseguido por 7 aeronaves Alemãs. Em vez de ajudar, Decker fugiu da luta se escondendo nas nuvens, em vez de lutar. Ele descobre que Mackaye sobreviveu e se tornou um herói na 2ª guerra mundial salvando muitas vidas na Blitz. Na verdade, General Mackaye está á caminho para inspecionar a base.

Decker não consegue imaginar como Mackaye sobreviveu ao dogfight, até um dos interrogadores sugerirem que ele teve ajuda. Como não havia outros combatentes amigos no setor, Decker pensa que deveria ter sido ele que ajudou então ele foge do interrogatório, entra no seu avião e voe em direção da nuvem. Mais tarde, quando Mackaye chega, ele fica paralisado ao mostrarem o cartão de identificação para ele. Ele revela que Decker realmente salvou sua vida - morrendo em sua causa.

Quando insiste em saber do que se trata tudo isso, Major Wilson sugere que ele sente o chamado de “Old Leadbottom”(como Decker o chamou no interrogatório). “O que você me chamou?”, Mackaye pergunta incrédulo (pois ninguém de fora de seu esquadrão sabia desse apelido), e assim, com as nuvens passando ao longe pela janela do General termina esse episódio e com a citação de Shakespeare para concluir na narração final de Rod Serling:

“Existem mais mistérios entre o céu e a Terra, do que sonham, nossa vã filosofia.”

.curiosidades: Foi filmado em locação real na Base aérea de San Bernardino, Califórnia e o avião bi plano pertencia á Frank Gifford Tallman, um dos maiores dublês de Hollywood.

.Thiago Manzo
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1.15 “I Shot an Arrow into the Air” (Atirei uma flecha no ar)

Posted: 15.9.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , 2 comentários
Directed by Stuart Rosenberg
Written by Rod Serling (Conto de Madelon Champion)

Uma nave espacial controlada por homens aterrissa aonde os astronautas acreditam ser um asteróide desconhecido. A expectativa de sobrevivência ou resgate são poucas. Apenas quatro dos membros da tripulação sobrevivem, um deles quase morto. Depois que ele morre, os remanescentes, Corey, Dolin e Pierson decidem vasculhar o deserto vazio se há alguma coisa - abrigo, água - que possa aumentar a chance de sobrevivência deles. Quando Corey e Donlin reconvêm,  parece que Pierson está morto e Corey surrupia o cantil d’água do seu corpo. Donlin, o oficial em comando, força Corey á mão armada para levá-lo ao corpo de Pierson.

Eles encontram Pierson, ainda quase morto, que com seu último momento de força desenha um diagrama primitivo na areia. Corey mata Donlin e vagueia sozinho, confiante que ele irá sobreviver mais tempo agora que ele possui toda a fonte de água do grupo. Corey vagueia pó um tempo, ao fim, quase desfalecendo, vê um sinal para uma cidade. Eles nunca saíram da Terra.

Depois de caminhar sem direção por todo esse tempo, ele vê um conjunto de linhas de força e percebe que foi isso que Corey desenhou na areia: fios de alta tensão. Uma estrada e uma placa de Nevada revela que ele caíram na Terra - Os homens estiveram em Nevada o tempo todo e nunca saíram de órbita.

.curiosidades: Rod Serling começou um concurso cultural para escolher estórias inéditas de qualquer pessoa para o show, sendo pagas pela qualidade se fossem escolhidas. 15.000 manuscritos foram enviados e nenhum foi decidido. Á não ser esse episódio em particular que foi contado oratoriamente por uma amiga para Serling. Ela recebeu $500 dólares.

.Thiago Manzo

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1.13 "The Four of Us are Dying" (Nós Quatro Estamos Morrendo)

Posted: 24.8.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , , , 0 comentários
Dirigido por John Brahm
Escrito por Rod Serling (adaptado de uma história de George Clayton Johnson)

Arch Hammer é um golpista que pode transformar sua aparência com quem ele quiser. Assim ele começa a por em ordem o seu plano traçado pra noite que vem. Primeiro ele se passa pelo trompetista Foster e tenta roubar a namorada dele. Logo depois, ele visita o Sr. Pennell transmutado do gangster Virgil Sterig para extorquir Pennell, o homem que matou ele. Mas Penell percebe algum tipo de farsa e manda os seus homens atrás dele. Na fuga, muda seu rosto para um boxeador num pôster.

Arch Hammer está afim de dar o maior golpe possível no menor espaço de tempo e ir embora da cidade, com isso ele esta num hotel barato, com uns clippings de jornal e um plano maligno de destruir algumas vidas. Penso quando vejo que é apenas uma conseqüência. Ele então esbarra com o pai do boxeador numa banca de jornal, que o confunde com o homem que partiu o coração da mãe e arruinou a vida de uma jovem. Hammer empurra o velho e retorna ao quarto de hotel, sendo insultado pelo velhinho “bata em mim agora!”. O problema de mudar seu rosto,é que você também não pode mudar o passado, e, é um passado desconhecido. A situação se agrava mais e mais e se têm a nítida sensação de que ele está se estreitando pra tentar escapar da confusão que ele entrou. Um detetive bate no quarto, convidando Hammer para ir na delegacia ser interrogado. Quando Hammer tenta fugir pela porta giratória do hotel, ele assume a identidade do boxeador, novamente.

Nas ruas tentando achar um lugar pra se esconder, ele encontrar “seu pai” novamente, que aponta uma arma pra ele. Hammer tentar dizer ao velho que ele não é quem ele pensa que é. Quando tenta se transformar para mostrar sua verdadeira identidade, o velho atira. Enquanto Hammer respira seu último fôlego, todas as faces que ele se transformou e as pessoas por quem ele se passou, vão aparecendo e desaparecendo gradualmente até chegar ao rosto original que ele sempre usou.

.curiosidades: A banda Nine Inch Nails têm um instrumental chamado “The Four of Us are Dying”.

.Thiago Manzo
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1.6 “Escape Clause” (Contrato de Fuga)

Posted: 16.7.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , , 0 comentários
Written by Rod Serling
Directed by Mitchell Leisen

Walter Bedeker é um hipocondríaco abusivo e de péssimo humor que vende sua alma ao diabo, com um nome bem singular de “Cadwallader”, pois ele gosta do som dessa palavra, em troca da imortalidade sendo que ele adiciona condições o suficiente para se manter longe das garras do diabo eternamente. Com essa premissa, você tem uma estória com traços cômicos e cheio de jogos. Bedeker é um homem que fantasia o que parece ser doenças de diversos tipos, não há uma definição de alguma coisa, mas a verdade é que ele é um aproveitador das pessoas à sua volta, um homem pragmático.

Uma clausula de escape ou um contrato de fuga é qualquer clausula, termo ou contrato que permite que uma das partes do acordo evite que o contrato seja cumprido.
O que intriga é que o diabo não se sente surpreendido pelos termos e além de tudo adiciona que se ele quiser “pode morrer a hora que desejar”. Essa é a clausula de escape.

Ele usa a sua invulnerabilidade recém ganha para conseguir dinheiros de seguros e emoções rápidas e baratas se jogando de prédios, causando acidentes e em um deles ele acaba matando sua mulher que tenta parar o seu pulo de um edifício. Em vez de se sentir culpado, com um cálculo rápido e frio, Bedeker se entrega à polícia, pois cansado desse jogo que têm feito ele se acusa do “assassinato” de sua mulher para experimentar a cadeira elétrica e sentir a sensação de tomar choque e não morrer. Vendo por um certo prisma da aventura, ele quase que vira um fetichista, apesar de não haver nada de sexual no que ele faz, mas, ir de um extremo a outro na sua vida quando você tinha medo inconsciente de morrer de qualquer coisa desde gripe e uma lufada de ar frio para ser invencível e imortal é um grande passo para um homem, logo, começar a experimentar tudo sem rédeas virou o ponto mais alto dessa mudança, encarar a cadeira elétrica séria um complemento maior, pois, confirmar um símbolo de morte que não vai matar ele nunca.

Mas eis a surpresa: em vez de ser condenado à morte, ele é condenado à prisão perpétua. Tendo que passar o resto de sua vida dentro de uma cela. Sem liberdade alguma. Tudo graças ao seu advogado que é muito bom e o mantém afastado da cadeira elétrica. Do que vale ser imortal e permanecer o resto da vida preso? Ele lembra-se da clausula de escape e resolve utiliza-La tendo um ataque cardíaco. E como é dito na narração final do Mr. Serling: “Todo homem foi posto na Terra condenado a morrer. Tempo e método de execução desconhecido.”
Como eu disse em posts antigos. Trata-se muito do medo nos episódios de Twilight Zone e esse em especial, trata do medo da mortalidade, pois o homem é o único animal do mundo que é mortal porque sabe a hora do seu nascimento e sabe que vai morrer. Nenhum outro animal do mundo é mortal. Eles existem e se vão como manda a ordem natural do universo. O pior de tudo não é saber que você vai morrer. Mas sim NÃO saber quando morrer.

.curiosidade: Esse episódio é um de três que foram vendidos em um pacote para os patrocinadores assistirem e conhecerem a série. Os outros dois eram: The lonely e Mr. Denton on Doomsday.

.Thiago Manzo
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1.5 "Walking Distance" (Distância para Caminhar)

Posted: 23.6.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , 0 comentários
Directed by: Robert Stevens
Written by: Rod Serling

Um vice-presidente “que toma conta de mídia” cansado de seu trabalho, Martin Sloan, quer sair da corrida dos ratos e do estilo de vida ianque. “Eu quero descansar,” ele diz, “eu quero parar de correr.” Saindo com seu carro da cidade somente pelo prazer de dirigir sem direção, ele para num posto de gasolina com rancor e amargura. Pedindo uma troca de óleo e uma lubrificação no carro, ele nota que ele está apenas à 2 quilômetros de sua cidade natal, Homewood, onde ele não tinha voltado faz vinte e cinco anos. Decidido a matar o tempo, ele caminha até o fim da estrada (por isso: Distância para Caminhar), num belo plano pelo vitrina do posto com um corte de dentro da loja de guloseimas da cidadezinha, ele pede um sorvete de chocolate com três bolas. (Muitas das lembranças de Martin são focadas em volta de comida.) Ele está maravilhado que custe apenas 10 centavos- ninguém mais cobra 10 centavos por três bolas, que o atendente tem de perguntar, “De onde você é?”

“New-York,” ele responde. Caminho pela pequena cidade movimentada, um incrível set já usado pela MGM para um remake televisivo de Meet Me in St. Louis, ele curte uma tarde agradável ate que vagarosamente ele percebe que voltou à 1934. Após uma discussão iluminada sobre bolas de gude com um muito jovem Ron Howard ( “As mais claras nos chamamos de ‘clarinhas’”), ele esbarra com ele mesmo aos onze anos, que ele assusta até a alma do menino; logo depois, ele revê seus pais que, para sua implausível confusão, não acreditam que este homem crescido e histérico seja realmente seu filho que simplesmente viajou no tempo. Ele vigia sua velha casa, tentando fazer com que alguém converse com ele, até ele ser informado que a versão dele jovem está no parque de diversões. Uma seguencia frenética num carrossel assegura, com todos os ângulos cobertos, a corrida de Sloan o Louco Assustador para alcançar Sloan o Menino envolta do carrossel até o garoto cair e machucar sua perna. “Eu só queria lhe dizer que esta é uma época maravilhosa,” ele murmura embargado para ninguém. Com você por perto, não é.

Distância para caminhar, escrito por Serling, foi inspirado por uma caminhada pelo estúdios da MGM fez ele se lembrar de uma infância distante. (Talvez, só para Rod Serling, uma caminhada por cidades fictícias podem inspirar memórias extintas.) Um executivo da CBS chamou o roteiro como “Merda”, mas pode ser um exagero; é um pouco cru e um pouco superficial, mas ainda assim é muito efetivo como um conto cuidadoso de como ser pego nas doces memórias do passado e não viver para o futuro, fonte de miséria muitas pessoas e também da popularidade desse episódio. “Nos apenas temos uma chance,” esse pai incrédulo diz a ele, depois de acreditar na sua historia; é quando Sloan chega a entender e para de lamentar que “não há mais carrosséis [e] não há mais algodão-doce,”  que ele se liberta do passado - no qual ele presumivelmente está preso, literalmente e figurativamente, como uma prisão - e libertado de volta ao passado, onde blues toca na jukebox, um sorvete de chocolate custa 1 dólar - nossa, que futuro! - e ele caminha mancando com o machucado que ele ganhou quando era criança, uma expressão física da deficiência mental que era a sua vontade de voltar ao passado, uma cicatriz de batalha de sua derrota sobre sua nostalgia deficiente.

.Henry Stewart
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1.4 "The Sixteen-Millimeter Shrine" (Santuário de dezesseis milímetros)

Posted: 21.6.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , 0 comentários
Written by Rod Serling
Directed by Mitchell Leisen

Estrela de cinema já idosa Barbara Jean Trenton se isola na sua sala de cinema privada, onde ela revê as reminiscências do passado vendo seus filmes antigos. Uma mulher que não consegue esquecer o passado nem da lembrança do seu grande parceiro de tela e ídolo já esquecido. Revendo sem parar o filme mais marcante de seu carreira e o personagem que mais se identificou. Tal qual “Distância para Caminhar” (episódio 5), “dezesseis milímetros” também fala do passado com alusões e homenagens á um filme de Billy Wilder do começo dos anos 50. Algo que deve ser dito é que Twilight Zone é uma série que fala sobre pessoas e seus medos, o medo tantas vezes do lugar-comum. Onde nos identificamos e tantas vezes nos perdemos e nos prendemos. Santuário de dezesseis milímetros não é diferente.

Tentando fazer com que ela comece a viver o mundo real ( todo o tempo ela passa trancada dentro da sala de projeção), seu agente consegue uma parte num novo filme que não a agrada nem um pouco. Não é um papel clássico, o cinema está mudado e ela não convence em ser a protagonista. Ela não consegue esconder a desilusão e desiste do papel. O agente dela com medo de que ela se isole mais ainda naquela sala consegue que um antigo colega de trabalho vá vê-La. O mesmo ator que foi apaixonada e teve um romance, o mesmo ator do filme que vê vezes e vezes seguidas. Mas ele já não tem o mesmo encanto, está velho como ela, aposentou-se da atuação e agora é gerente de uma cadeia de supermercados. Isso horrífica Barbara Jean e a motiva a viver completamente dentro da sala.

Um dia a governanta entra para limpar e encontra o cachecol de seda jogado no chão, ela, presa dentro da tela. Num plano muito bem feito ela joga o cachecol e bem feliz numa festa, ele cai em frente a câmera antes do fim do filme. Na sala, o agente encontra o cachecol: “Para os desejos, Barbie, para aqueles que se tornam realidade...”

Foi um episódio bem idealizado e bem roteirizado mas com alguns calombos no meio do caminho. Ótimos paralelos com Sunset Boulevard  e também tem o mesmo compositor musical: Franz Waxman.

.curiosidades: O cenário das escadas foi reutilizado em mais de um episódio da Season 1.

.Thiago Manzo
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1.3 "Mr. Denton on Doomsday" (Sr. Denton no Dia do Juízo Final)

Posted: 18.6.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , , 0 comentários


Season 1, episode 3

Written by Rod Serling
Directed by Allen Reisner

Um pistoleiro bêbado de nome Al Denton tem uma segunda chance para mudar os problemas á sua volta dada por um homem misterioso, Henry J. Fate, oferece à ele uma poção garantida em transforma-lo no pistoleiro mais rápido do Oeste por dez segundos. Esse é o primeiro de uma leva de episódios ambientados no cenário típico de Faroeste, por um motivo básico da MGM sempre ter grandes cenários para filmes e series desse tipo. Não é um dos melhores episódios nesse cenário, mas há uma critica bem forte contra a Guerra fria lidando com o medo da Destruição Mútua. Enfrentando um jovem pistoleiro chamado Pete Grant que chegou na cidade apenas para um encontrar um duelo, Denton bebe a poção quando descobre que seu oponente bebeu de uma garrafa parecida. Ambos atiram um no outro e acertam a mão, impossibilitando para sempre que eles possam pegar numa arma novamente.

Após isso, Denton diz para seu oponente que eles foram “abençoados” por não precisar de usar uma arma novamente. Denton e Miss Smith observam Henry J. Fate (Destino) silenciosamente cavalgando pra fora da cidade.

Uma das frase mas famosas está no começo deste episódio: “Eu era bom. Eu era muito bom. Eu era tão bom que todo dia alguém iria entrar na cidade para que eu provasse. Todas as manhãs, eu começava a beber mais cedo. Até uma manhã, o homem que veio duelar tinha apenas 16 anos. Eu deixei ele sozinho. Bem na frente do Saloon. Eu abandonei ele sangrando até à morte com a minha bala dentro dele. Eu acho que vou começar tudo de novo. Todo homem que se acha rápido e esperto que tem uma arma vai vir descendo aquela rua. Só que dessa vez, será eu sangrando com a cara enfiada no chão, sangrando até a morte. Eu vou entrar e me barbear. Eu quero estar arrumado no dia que eu morrer.”
.curiosidade: Martin Landau faz um dos personagens da estória. O mais marcante apesar do episódio não ser tão memoravel.

.Thiago Manzo
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1.2 “One for the Angels” (Uma venda para os Anjos)

Posted: 8.6.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , , 1 comentários
.Season 1, episode 2

Written by:    Rod Serling
Directed by:  Robert Parrish

Um vendedor, Lew Bookman, é informado pela Morte, ou Sr. Morte, que ele irá morrer à meia-noite. Essa é a premissa inicial do segundo episódio da Season 1, uma premissa um tanto interessante porem pouco aproveitada no seu conceito, talvez por motivos de formatação da série ou de necessidade de querer agradar ao público em geral da época contando como um homem, Lew, carismático e evidentemente um tanto perdido no mundo tenta sobreviver na profissão de caixeiro-viajante. Lembrando uma figura clássica de Arthur Miller, ele se importa e ama o seu trabalho e, se não fosse isso, não teria convencido Sr. Morte a lhe dar mais um dia de vida para que possa fazer a venda da sua vida, uma que ele nunca conseguiu, “uma venda para os anjos”. Assim que a Morte concorda ele resolve abandonar o trabalho de vendedor e achar outra linha de trabalho. Se sente orgulhoso de ter enganado a Morte e virtualmente garantir a sua imortalidade.

Mas não se pode enganar a Morte e com esse senso comum sabemos que isso não irá dar certo, exatamente o que Bookman não contava era que alguém tinha de morrer à meia-noite. Com a sua primeira vitima fora do alcance (devido ao acordo) Sr. Morte decide levar alguém próximo de Lew, a garotinha que adora o caixeiro, uma menina que mora no mesmo prédio. A morte arranja com que um caminhão atropele a menina. Em coma, ele chega para levar a alma dela. A morte é cruel, e não é uma imposição própria dela ser assim, é sua natureza. Com um pouco de aprofundamento no episódio podemos ver que a Morte pode ser o que for até ingênua, como veremos ao longo do desenrolar do conto, mas ser cruel ou impiedosa é de sua natureza. Talvez, no momento em que ela decide levar Lew embora desse plano, ela está sendo misericordiosa para um homem que não agüenta a si mesmo e que a qualquer momento é capaz de chorar se pudesse ter a oportunidade. Algo que até a vida não permitiu.

E assim na hora que seria definida a Morte encontra Lew, que tenta vender ou empurrar os objetos que vende, e ele se esforça como nunca se esforçou na sua vida tentando convencer e amarrando ela numa teia de seduções que apenas um grande vendedor pode fazer, pois quem nunca se sentiu atraído de comprar algo sem necessidade? É de tamanha superação os esforços dele que meia-noite passa. Sendo assim, Morte perdeu seu compromisso. Salvando a vida da garota, voluntariamente Lew Bookman sacrifica a própria vida fazendo a venda dos anjos, uma que consegue persuadir a Morte e assim concluindo o acordo original.
Mais tocante ainda, não é essa fabula mas sim o carisma dele de até no fim tentar pegar sua mala para fazer a venda “nos céus” e a Morte assegurando que essa venda já foi feita.

.curiosidade: O personagem Sr. Morte faz uma outra aparição num episódio futuro em Twilight Zone transformando ele no único personagem recorrente da série.

.Thiago Manzo
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