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2.40 “A Thing About Machines” (Sobre Máquinas e Homens)

Posted: 26.9.12 | Postado por Unknown | Marcadores: , , 1 comentários

Directed by David Orrick McDearmon
Written by Rod Serling

Bartlett Finchley é um crítico gourmet de uma revista que repudia máquinas e não tem tato com elas tanto quanto com pessoas.

Do seu comportamento – chutando televisores, jogando rádios escada abaixo, destruindo relógios – é claro que Finchley odeia máquinas. O que Finchley não percebe é que o sentimento é mútuo. Por vários meses, coisas estranhas têm acontecido. Sua televisão, rádio, e relógio têm acordado ele no meio da noite.  Quando sua secretária se demite, as coisas começam a piorar. Por si só, a máquina de escrever digita, “SAIA DAQUI, FINCHLEY.” A TV transmite a mesma mensagem tal qual o telefone. Como uma cobra, seu barbeador elétrico rasteja pelas escadas para ataca-lo. Assustado, Finchley foge de casa, é perseguido pelo seu carro, que o leva até a beirada da piscina. Ele cai e afunda até o fundo dela – e permanece no fundo.

Apesar do conceito de “A Thing About Machines,” ser muito bem sacado e alguns dos efeitos serem divertidos ( a cena do barbeador é patética e incrível ao mesmo tempo), o roteiro, direção, ou as atuações são capaz de dar alguma vitalidade real para esse episódio. 

. Thiago Manzo
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2.39 “Nervous Man in a Four Dollar Room” (Homem Nervoso em um Quarto Barato)

Posted: 25.9.12 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , 0 comentários


Directed by         Douglas Heyes
Written by           Rod Serling
Original score by Jerry Goldsmith


O motivo por essa série estar entre as melhores séries já feitas nos Estados Unidos é esse tipo de história. Entre uma história bem contada com ótimos atores e sua imaginação e uma história mal escrita, com jovens correndo para um lado e para o outro com efeitos gráficos avassaladores eu fico com a primeira opção. Esse episódio foi idealizado $5,000 dólares abaixo do orçamento. Conta apenas com dois personagens. Necessidade disso foi um pedido da CBS para escrever roteiros utilizando o mínimo de personagens possíveis por motivos orçamentais. Deixando a burocracia econômica de lado, é um excelente exemplo de atuação de Joe Mantell.



Um gângster inseguro e sem sucesso chamado Jackie Rhoades espera numa espelunca de um quarto de hotel sujo e barato pelo seu chefe, George. George manda Jackie matar um dono de bar, se não ele irá matar Jackie quando voltar. George então sai, deixando Jackie lutando com sua consciência. Assustado e frustrado, ele começa a falar com seu reflexo no espelho. Ele coloca um cigarro nos seus lábios, mas não encontra fósforo.

Uma nuvem de fumaça sobe do outro lado do espelho, e ele vê uma versão diferente dele no reflexo: Um Jackie Rhoades forte, com autoestima e muito confiante. Jackie se olha no espelho e pergunta, “Você está falando comigo? Você está falando comigo?” Jackie e seu reflexo entram numa longa discussão cheias de argumento sobre o quão ruim a vida dele está e onde ele chegou como um resultado de ouvir os outros e nunca ele mesmo. Jackie insistentemente resiste ao pedido do Jackie alternativo para entrar em cena, tomar parte e comandar á partir de agora, e tenta fugir, mas ele vê mais espelhos no corredor, no armário e no banheiro, e enquanto ele foge seu reflexo continua discutindo ao encontrar cada um. Finalmente, Jackie se afasta em terror do doppelganger que ele não consegue escapar. O Duplo de Jackie se aproxima mais e mais ao verdadeiro Jackie, e a tela escurece.

George retorna, furioso que Jackie não fez o seu trabalho. “O que você tem a dizer em sua defesa, Crumb?”, ele rosna. Jackie se vira para ele, e responde confiante, “Eu me demito! Você pode ter sua arma de volta mas o seguinte.” Ele então chuta e soca um George surpreso, arremessando ele para fora do quarto junto com a arma. Ligando para o porteiro para avisar que está partindo, ele se refere como “Jackie-JOHN Rhoades.” Claramente assumindo uma nova identidade tanto quanto psicológica. Ele então diz ao nervoso Jackie, agora do outro lado do espelho, que eles agora irão fazer algo de bom com as próprias vidas.

.Curiosidades: Existem certas frases que estão no inconsciente popular do mundo do cinema e da TV. A Frase “Você está falando comigo?” (Are you talking to me?), não foi usada por Taxi Driver ou Dirty Harry primeiro e sim nesse episódio. A grande diferença é que em Taxi Driver era um improviso e aqui foi escrita para iniciar um diálogo ‘interno’. Curiosamente, que toda vez essa frase é utilizada é para simbolizar um conflito pessoal, sempre existe um duplo nas cenas e da mesma forma. Um espelho seja ele a câmera, um arqui-inimigo ou o próprio reflexo.

. Thiago Manzo




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2.38 "The Man in The Bottle" (O homem da Garrafa)

Posted: 26.6.12 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , 0 comentários

Directed by     Don Medford
Written by      Rod Serling

Uma pobre mulher idosa visita Arthur Castle, um vendedor de antiquidades sem sucesso, trazendo uma garrafa de vinho que ela achou numa lata de lixo. Não tem valor algum, mas ele compra ela por pena pagando uma pequena quantia. A garrafa acaba aparecendo ser o lar de um gênio, que oferece quatro desejos para serem realizados para Castle e sua esposa. Eles usam o primeiro desejo para restaurar um móvel quebrado, paenas para provar o poder do gênio, logo depois eles recebem um milhão de dólares depois do segundo desejo. Depois de terem dado milhares de dólares para amigos, um empregado da Receita Federal visita a loja e apresenta um imposto taxativo que os deixa apenas com cinco dólares.

O gênio avisa á eles que cada desejo tem uma conseguência, e que eles deveriam pensar com mais cuidado antes de fazer o próximo desejo. Castle decide que ele quer estar numa posição de imenso poder, e deseja ser o líder de um país moderno e poderoso no qual ele não pode ser votado fora do comando. Ele é transformado em Adolf Hitler e transportado para os últimos dias da Segunda Guerra Mundial, escondido num bunker em Berlin enquanto um de seus homens traz uma cápsula de cianureto para que ele possa se matar. Em desespero, ele deseja retornar para sua velha e conhecida vida, jogando o veneno no chão.

Em um instante, Castle está de volta na sua longa e a garrafa estraçalha-se no chão. Ele e sua mulher não tem nada a mais para provar da experiência ocorrida á não ser um móvel reparado – que Castle acidentalmente quebra novamente ao varrer – e uma perspectiva diferente da vida. Ele joga os cacos da garrafa numa lata de lixo na rua; magicamente ela se reforma numa garrafa inteira, esperando por mais alguém pegar e libertar o gênio para mais quatro desejos.

.curiosidades: O ator que faz Castle (Luther Adler) já interpretou Hitler em dois papéis no cinema em 1951: The Magic Face e The Desert Fox, esse último sobre Erwin Rommel.

.Thiago Manzo
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2.37 “King Nine Will Not Return” (King Nine não Voltará)

Posted: 17.8.11 | Postado por Unknown | Marcadores: , 0 comentários

Directed by Buzz Kulik 
Written by Rod Serling


Esse é o primeiro episódio da 2ª temporada de Twilight Zone que é repleta de grandes interpretações e, talvez, os melhores episódios. Abre com um episódio psicológico lidando com a “culpa de sobrevivente”. Quando alguém passa por alguns momentos por uma crise de vida e morte o qual ele sobrevive, ele carrega toda a culpa do acontecimento para si não se perdoando do acontecido.

O bombardeiro King Nine da Segunda Guerra Mundial B-25 Mitchell caiu no deserto. Capitão James Embry se encontra isolado, sozinho exceto pelas ferragens o mistério do que aconteceu com sua tripulação, todos desaparecidos. O movimento do avião no vento e suas visões dos homens perdidos servem para aumentar a desorientação de Embry.

Embry encontra o túmulo de um dos tripulantes e vê, no céu, um jato F9F da marinha, impossivel para a época. Sofre um colapso, e descobrimos que ele está tendo alucinações de um leito hospitalar, 17 anos depois do acidente.

Confiante que Embry irá se recobrar, dois doutores discutem se todo o sofrimento de Embry vêm de uma manchete de jornal. O jornal noticia a descoberta do já há muito tempo perdido King Nine, que não retornou á base numa missão durante a guerra. Embry foi substituído por causa de uma febre antes de embarcar no avião, no seu lugar outro capitão comandou a frota. A visão de Embry da manchete fez instalar a “culpa de sobrevivente”, no qual, devemos entender, que ele se imaginou no lugar da queda.

Os médicos confortam Embry afirmando que ele voltou apenas pro local na sua mente. Uma enfermeira, cuidando das roupas do paciente, descobre ao fim do episódio que os sapatos estão com punhados de areia dentro.


.curiosidades: O avião usado no episódio ainda existe e está guardado na California.
.Essa estória é baseada num fato real. O bombardeiro B-24 Liberator Lady Be Good e sua tripulação caiu no deserto da Libia. No episódio, a marca no túmulo está datada “ 5 Apr, 1943”, o dia que Lady Be Good se perdeu.

.Thiago Manzo


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1.36 “A World of His Own” (Um Mundo Só Seu)

Posted: 6.4.11 | Postado por Unknown | Marcadores: , , 0 comentários
Directed by Ralph Nelson
Written by Richard Matheson

Último episodio da temporada, sendo o tema central exatamente a questão criativa e principal de Twilight Zone, a dramaturgia.
Voltando para casa, Victoria West, vê seu marido, Gregory West, pela janela tomando um drink com Mary, uma loura atraente. Quando Victoria invade a sala, Mary não se encontra.

Gregory explica para sua mulher que qualquer coisa que ele descreva no seu gravador, ele pode fazer aquilo se materializar no real e aparecer no estúdio. Para desaparecer, tudo que ele precisa é jogar a fita no fogo. Ele demonstra isso, primeiro com Mary e depois com um elefante no corredor. Gregory descobri esse talento quando um personagem que ele se doou o bastante para criar se aproximou dele, como uma pessoa de carne e osso, apertou sua mão e agradeceu ele.

Sem acreditar em nada disso (apesar de ver o elefante com os próprios olhos), Victoria diz que ele está maluco e que vai internar ele. Em resposta, Gregory pega uma fita do cofre e explica que contêm a descrição dela. Victoria pega a fita dele e joga no fogo para provar que ele está insano - e imediatamente começa a se sentir tonta. “Você, você estava dizendo a verdade?! Você estava certo!” ela grita, e desaparece. Em comoção, Gregory corre para o gravador e começa a re-descrever Victoria - mas reconsidera, e no lugar, descreve Mrs. Mary West. Mary reaparece e mistura pro marido um drink.

Serling ao fim aparece fazendo uma gag final, “Esperamos que tenham gostado da história romântica dessa noite. Ao mesmo tempo, queremos que saiba que, é claro, puramente ficcional. Na vida real, Esse absurdo nunca-”

“Rod, não!” interrompe Gregory, que caminha para o cofre e tira uma fita escrito “Rod Serling”. “Você não deveria dizer coisas como absurdo e ridículo!” ele continua enquanto joga a fota no fogo.

“Bom, é assim que as coisas são,” responde Serling, num tom resignado enquanto desaparece.

.curiosidades: O único episodio na primeira temporada que Rod Serling aparece falando na tela quebrando a quarta parede (numa rara cena de humor). De agora em diante, ele aparece em todos os episódios.

.Thiago Manzo
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1.35 “The Mighty Casey” (O Poderoso Casey)

Posted: 29.3.11 | Postado por Unknown | Marcadores: , 0 comentários

Directed by Robert Parrish and Alvin Ganzer
Written by Rod Serling

“Mouth” Mcgarry, é o técnico de um time de baseball falido que anda mal das pernas dentro do campo, permite que um robô chamado Casey jogue no time. Casey têm a habilidade de lançar bolas super rápidas que não podem ser acertadas. Eventualmente, Casey é acertado por uma bola e passa por um exame físico, a Liga Nacional descobre e regula que Casey deve ser retirado da equipe por não ser humano.

O inventor de Casey, Dr, Stillman, Dá a ele um coração ‘artificial’ para ser classificado como humano. Agora que Casey tem emoções humanas, ele recusa lançar suas bolas rápidas o bastante. Ele argumenta que sente empatia com o batedor não quer arruinar a carreira dele com um strike. Com o time certamente fechando em breve, Dr. Stillman dá a Mcgarry ‘blueprints’ de Casey como souvenir. Olhando para os planos de fabricação, Mcgarry têm uma brilhante idéia, enquanto ele o cientista resolvem criar um inteiro time de robôs “Casey”...

.curiosidades:
Filmado numa versão do estádio do Wrigley Field, sempre usada para filmes.

.Thiago Manzo
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1.34 “The After Hours” (Hora Extra)

Posted: 28.3.11 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , 1 comentários
Directed by Douglas Heyes
Written by Rod Serling

Marsha White, uma mulher procurando um presente para sua mãe numa loja de departamentos, decide em levar um bracelete de ouro. Ela é levada pelo ascensorista ao 9º andar, um andar existente além daquele mostrado no elevador. Ela entra no andar, e se vira para reclamar que não há nada lá, mas a porta se fecha deixando ela para perseguir sua realidade. Ela é abordada por uma vendedora que a guia para o único item no andar - um bracelete de ouro que ela deseja. Durante a transação, Ela fica intrigada pelos comentário e ações de ambos, o ascensorista, e a mulher que vende o bracelete. Enquanto Marsha desce pelo elevador vindo do 9º andar, ela percebe que o bracelete está dentado e marcado; ela é dirigida pelo ascensorista para ir ao departamento de reclamações no 3º andar.

Quando ela tenta convencer Sr. Armbruster, o supervisor de vendas, e Sr. Sloan, o gerente da loja, que ela comprou o item no 9º andar, eles dizem que não existe. Marsha fica perplexa depois ver a vendedora que a atendeu e descobrir que não é uma vendedora; ela é uma dos manequins em exibição na loja de departamentos. Enquanto descansa numa sala seguindo sua descoberta assustadora, Marsha se encontra acidentalmente presa dentro da agora fechada loja. Ela tenta achar uma saída, e fica alarmada por vozes misteriosas a chamando e alguns movimentos sutis feito pelos supostos manequins sem vida á sua volta. Se movendo sem direção, ela derruba o manequim marinheiro, que era de alguma forma o ascensorista frustrado do elevador.

Histérica, ela corre de volta para o elevador, que mais uma vez á transporta para o 9º andar, desocupado. Lá, ela gradualmente percebe que os manequins voltaram a vida, um por um, e que ela também, é um manequim. Ela descobre que cada um em turno tem a oportunidade de sair para o mundo e viver entre os humanos por um mês, mas Marsha gostou de sua estadia entre “os outros” tanto que antes do dia do seu retorno, quando era para ela reverter ao seu eu original, ela perdeu sua identidade; ela esqueceu sua verdadeira natureza. Estar com os outros manequins, percebendo que está de volta ao seu lugar natural, permite que o próximo na fila - a mulher vendedora do bracelete - possa sair e viver entre os humanos por trinta dias. Enquanto os outros manequins observam a vendedora sair, o marinheiro, sozinho com Marsha, pergunta se ela se divertiu entre os humanos. “Sempre foi muito bom, sempre foi muito bom.” Assim, Marsha relembra com carinho sua breve aventura com os humanos e com uma expressão passageira de arrependimento, confusão, e um alívio, ela e o marinheiro assumem suas posturas naturais de manequim, crescem á rigidez e se tornam estátuas.

O dia seguinte o hiperativo supervisor, Sr. Armbruster, está fazendo sua energética ronda matinal nos andares de venda e olha duas vezes para um manequim levemente familiar em exposição. A cena final em close de um manequim, Marsha White, de seu rosto com uma transição para as estrelas.

.curiosidades:
Na The Twilight Zone Tower of Terror na Disney existe um expositor de vidro com um bracelete de ouro e um cartão que diz, “Procurando por um presente para sua mãe? Ache na nossa loja de presentes!” Uma referência á esse episódio.

.Thiago Manzo
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1.33 “Mr. Bevis”

Posted: 10.3.11 | Postado por Unknown | Marcadores: , 0 comentários
Directed by William Asher
Written by Rod Serling

A vida de um simpático camarada é virada de cabeça pra baixo quando ele começa a receber ‘ajuda’ do seu anjo da guarda.

Mr. Bevis perde seu trabalho, ganha multa no carro e é despejado do apartamento, tudo em um dia. Pouco problema é bobagem. Bevis então conhece seu anjo da guarda j. Hardy Hempstead, que o ajuda. Bevis começa o dia de novo, exceto que agora ele é um sucesso no trabalho, seu aluguel está pago, e seu carro agora é um esportivo em vez do antigo Rickenbaker 1924.

Entretanto, para ter sua nova vida, Bevis precisa fazer novas mudanças: Não ter mais roupas estranhas, nem ouvir música alta, nem ser o bobo da corte do bairro que todos amam. Percebendo que todas essas coisas são o que fazem ele feliz, Bevis pede para que tudo volte como era antes. Hempstead aceita, inicialmente avisando que ele ainda não tem trabalho, carro ou apartamento - mas, talvez, movido pela sua bondade e o calor humano que as pessoas tem por ele, faz com que Bevis tenha seu carro de volta.

Na cena final do episódio, Bevis está tomando seu sexto copo de whisky. Ele sai do bar, onde seu Rickenbacker estava estacionado na frente de um hidrante. Quando Bevis vai tomar uma multa, o hidrante desaparece, e reaparece próximo da moto do policil. Seu anjo da guarda ainda está com ele.

Como é difícil para certas pessoas fazer mudanças, o medo de mudar é grande e aceitar o que vêm, mas também não é possível mudar quem somos. Esse episódio exprime de uma forma humorada, o que muitos nos sentimos. O quanto eu preciso mudar para deixar de ser eu mesmo?

.Curiosidades: Um garoto está empurrando o carro do Bevis. Quando ele começa o movimento ele olha para a câmera para ter a deixa.
. Mr. Hempstead num dado momento diz que ele é o motivo de Ben Hur ter ganho a corrida de bigas. No final, Bevis dirige e no fundo há um cinema escrito “Próxima atração - Ben Hur”.

.Thiago Manzo
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1.32 “A Passage for Trumpet” (Abram Alas para o Trompete)

Posted: 28.2.11 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , , , 0 comentários
Written by: Rod Serling
Directed by: Don Medford

Com uma abertura livremente adaptado de The Lost Weekend de Billy Wilder, com o diálogo poético gritante - apenas com um tocador de trompete em vez de um escritor - A Passage for Trumpet tem Jack Klugman, o melhor ator que já trabalhou na série - e iria atuar quatro vezes - interpretando um tocador de trompete e um bêbado, um ’perdedor urbano’ como Marc Scott Zicree o chamava, um arquétipo que Klugman acabaria retornando num outro episódio. (Vide, A Game of Pool.) Lindamente escrito e executado, é talvez o melhor episódio da primeira temporada até agora.  Sem uma narrativa nada mais do que sobrenatural ou cientifica do que It’s A Wonderful Life, sua história sobre o valor da vida pode não ser tão eficiente e devastadora como o clássico de Capra, mas para meia-hora na TV chega o mais próximo do objetivo que devia. Realmente, o maior erro do episódio é ser muito curto para o que pretende; George Clemens, responsável pelo tom artístico noir, disse que enquanto filmavam tentavam convencer os produtores de transformar o episodio em uma hora, sem sucesso. Mesmo assim, é uma obra-prima.

Klugman não consegue um emprego porque está sempre bêbado e escorregando nas notas com a suas linhas inebriadas e atonais. Porque ele jogou sua vida fora por ‘um broto ruim?’, um colega lhe pergunta. ‘Porque estou triste,’ Klugman diz isso num sorriso afetado, numa das frases mais bem ditas que já ouvi. Penhorando o trompete e se detestando, Klugman resolve se jogar em frente de um caminhão. Ele acorda horas mais tarde, como um bêbado ordinário, como um homem invisível, acreditando ser um fantasma e notando que o suicídio foi o único sucesso que teve em anos. Na realidade, ele está preso em um limbo entre o real e o sombrio; ele vai para o beco atrás do antigo clube de jazz para entrar no ritmo quando ele ouve um blues saindo de metal tocando próximo. Ao inspecionar, o instrumentista é o Arcanjo Gabriel, que se intitula “Gabe” e que ele sabe alguma coisa sobre trompetes; normalmente, ouvir Gabriel tocar seu trompete não é um bom sinal, mas ele não está aqui para começar o Apocalipse, apenas para ajudar Klugman para se lembrar dos grandes aspectos da vida, e dar á ele a chance de viver novamente, com um aviso para não deixar seu talento se perder. “Até que a Morte os separe!”
Klugman entusiasmado responde. A seqüência inteira é sólida e linear, ele percebe todas as maravilhas que a vida tem para oferecer - filmes, amigos linda música - é até bem rápido pra alguém que cinco minutos atrás estava convicto em morrer. Assumir isso e a narrativa é pouco inspirante e parada, parece mesmo que merecia sessenta minutos.

Mas Abram alas para o Trompete varre o resultado e balanceia com uma linda e simples cena está no topo de um prédio tocando seu blues e acaba conhecendo uma garota que é nova na cidade. Acalentador sem ser cafona, Abram alas para o trompete tem uma mensagem até para aqueles que não estão tão distantes de se jogar na frente de um carro; como Serling nota na narração final, “[vida] pode ser rica e recompensadora e cheia de beleza... Se uma pessoa apenas parar e escutar.” É um sentimento difícil, em filme, de ser convincente, mas ‘Abram alas’ consegue, graças á grande parte ao talento e interpretação cheia de nuances de Klugman. Enquanto Klugman vagueia no limbo, Gabriel diz que quem não o vê, são os fantasmas, os mortos-vivos, sugerindo que, salvo alguns, a maioria de nos estão cegos na nossa miséria complacente, incapaz de reconhecer a beleza á nossa volta. Abram alas para o trompete nos encoraja a parar, cheirar as rosas e viver um pouco; então toque alguma musica, se apaixone. A vida pode ser assim, se você parar e reparar.

.curiosidades: No limbo, Joey não deveria ter reflexos. Mas se vê duas vezes, um no espelho e outro numa jukebox em que ele se encosta.

. Jon Stewart
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1.31 “The Chaser”(O Antídoto)

Posted: 6.2.11 | Postado por Unknown | Marcadores: , , 1 comentários

Directed by Douglas Heyes
Written by Robert Presnell, Jr., baseado na história "The Chaser" by John Henry Collier, primeiro apresentado(sobre o título de “Dueto para Dois Atores“) como um episódio de The Billy Rose Show em Fevereiro, 1951.

Roger Shackleforth está desesperadamente apaixonado por Leila. Ele visita um velho professor (Professor Daemon) pedindo ajuda em como conseguir ela. O professor, depois de alguma resistência, vende á Roger uma poção do amor barata ($1.00). Depois de administrado, Leila se apaixona perdidamente por Roger, mas logo, o amor dela se torna sufocante. Roger retorna ao professor para comprar “o removedor”, uma poção bem cara, $1000, que é tudo que Roger possui, e o Professor Daemon sabe disso. A poção é inodora, insípida, e incolor, só pode ser usada uma vez, antes do usuário perder a razão. Depois de partir, o professor pensa alto, “Primeiro, o veneno, depois, o antídoto.”

Quando ele chega em casa, Roger prepara uma taça de champagne com a nova poção. Assim que vai dar Leila a taça, ela revela que está grávida, que choca Roger e deixa cair a taça. Ele admite a si mesmo que não poderia fazer isso de qualquer maneira. No seu terraço, um triunfante Professor Daemon está relaxando fumando um charuto. Anéis de fumaça são soltos em forma de corações... Professor Daemon, quem diria, é um romântico.

.curiosidades: Esse episódio foi refeito em 1991 na série Contos da Cripta, uma série de horror adulto.

.Thiago Manzo
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1.30 “A Stop at Willoughby” (Uma Parada em Willoughby)

Posted: 5.2.11 | Postado por Unknown | Marcadores: , , 1 comentários

Directed by Robert Parrish
Written by Rod Serling

Gart Williams é um executivo Nova-iorquino extressado com a sua carreira. Seu chefe mandão, Oliver Misrell, enfurecido pela perda de uma grande conta, dá um sermão sobre esse ser um negócio de “empurrar, empurrar, empurrar”. incapaz de dormir direito em sua casa, ele acaba cochilando no trem durante a sua viagem diária pela neve de Novembro.

Ele acorda e descobre que o trem virou uma Maria fumaça de 1880, vazia exceto por ele mesmo. O sol brilha forte lá fora e enquanto ele observa pela janela, ele descobre que o trem está em Willoughby e que é julho de 1888. Ele descobre que esse é “ um lugar tranqüilo, pacifico onde um homem pode desacelerar e viver sua vida em total medida.” Sendo acordado para o mundo real, ele pergunta ao condutor sobre Willoughby, mas o condutor responde que não existe essa cidade em nenhum itinerário e nunca ouve.

Naquela noite, ele tem mais uma discussão com sua mulher, Jane. Egoísta, fria e sem modos, ela faz ele perceber que ele é apenas uma máquina de cuspir dinheiro para ela. Ele conta sobre seu sonho e sobre Willoughby, apenas para ser ridicularizado em “ter nascido muito tarde”, declarando seu “erro miserável” em ter casado com um homem “que o maior sonho é ser Huckeberry Finn.”

Na semana seguinte, Williams novamente vagueia nos sonhos por Willoughby. Quando ele vai sair do trem e experimentar tudo de novo, o trem engata e trás ele de volta ao presente. Williams promete a si mesmo que vai saltar na próxima vez. Experimentando um ataque de nervos no trabalho, ele liga para sua mulher que quando mais precisava, ela desliga. Novamente, voltando pra casa, ele adormece. Dessa vez, o condutor o recebe calorosamente para a porta do trem e ele larga sua maleta.

Saindo do trem, ele é recebido por vários habitantes, que recebem ele pelo nome, planejando ficar e participar daquela vida idílica. Numa transição de câmera com fade-out vemos o pendulo de um relógio de uma estação para a lanterna bruxuleante de um maquinista, sobre o corpo de Williams. O condutor explica que Williams “gritou algo sobre Willoughby”, antes mesmo de saltar do trem em movimento e morrer imediatamente. O corpo de Williams é carregado pra dentro do vagão de carga e posto dentro de um caixão. Do lado está escrito “Casa funerária Willoughby & filhos.”

.curiosidades: O filme da TV “For All Time” de 2000 foi baseado nesse episódio.

.Thiago Manzo
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1.29 “Nightmare as a Child” (Pesadelo na forma de uma criança)

Posted: 31.1.11 | Postado por Unknown | Marcadores: , , 0 comentários
Directed by Alvin Ganzer
Written by Rod Serling

A professora Helen Foley (brilhantemente interpretada pela atriz Janice Rule) encontra uma séria e estranha garotinha chamada Markie (Terry Burnham, que põe a Dakota Fanning no chinelo) nas escadas da frente do seu apartamento. Apesar de sua aparência estóica, ela está murmurando uma canção de ninar. A garotinha parece conhecer ela e tenta forçar a memória dela sobre um homem que ela viu mais cedo naquele dia.

O homem chega na porta de Helen e Markie foge pelo fundo. O homem é Peter Selden, que trabalhou para a mão dela quando ela era apenas uma criança, e afirma ser a primeira pessoa a encontrar o corpo assassinado da mãe. Helen testemunhou o crime, mas bloqueou da sua mente. Quando ela menciona Markie, Selden diz que esse era o apelido dela mais jovem e mostra uma foto para ela. Ela percebe que a menina e ela são as mesmas pessoas.

Quando Selden saí, Markie reaparece. Ela confessa que elas são a mesma pessoa, e ela está ali para fazer ela se lembrar do dia do assassinato. Selden returna e confessa o crime. Ele tem medo que ela pode se lembrar e decide matar ela. Ela corre para o corredor e empurra Selden para a morte dele. Depois de falar com a policia, Helen ouve uma garotinha cantando. Ela diz á garotinha que têm um lindo sorriso... E aconselha nunca perde-lo.

.curiosidades: O ator que interpreta Selden (Shepperd Strudwick) fez Edgar Allan Poe num filme sobre a vida dele chamado The Loves of Edgar Allan Poe(1942).

.Thiago Manzo
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1.28 “A Nice Place To Visit” (Um Bom Lugar para Visitar)

Posted: 29.1.11 | Postado por Unknown | Marcadores: , , 0 comentários
Directed by John Brahm
Written by Charles Beaumont

Um episódio difícil de ser executado na época por pressões de produção e da temática crua do personagem principal. O nome vêm da frase em Inglês “A Nice place to visit, but I wouldn’t want to live there.” (Um bom lugar para visitar, mas não gostaria de ali morar.)
Henry “Rocky” Valentine está roubando uma loja de penhores. Ele atira num vigia, em um policial, mas é acertado por outro policial enquanto foge.

Ela acorda apenas para descobrir que saiu ileso do encontro. Ele está na companhia de um indivíduo simpático chamado “Pip” que diz á Rocky que ele é seu guia e foi instruído para realizar quaisquer desejos que ele quiser. Rocky é desconfiado, sem nunca tem recebido nada na vida de graça, ele acredita que Pip está querendo enganá-lo, “Você é um tira?”, ao ser indagado, Pip procede citando informações pessoais sobre os gostos e hobbies de Rocky de um caderno de anotações. Irritado pelas informações, ele demanda que devolva sua carteira. Pip caridosamente dá uma quantia enorme de dinheiro para Rocky e está disposto a entregar mais. Por sua vez, Rocky crê que ele quer que ele faça algum roubo ou algo do tipo e o dinheiro é um incentivo. Apontando uma arma com receio, ele segue o novo companheiro até um apartamento de luxo que Pip diz ser de Rocky agora.

 Exigindo saber o que ele deve fazer pra ter todo esse luxo, cético até o fim, ele descobre que é tudo de graça. Rocky começa a relaxar até a hora da refeição, ele suspeita que está envenenada e atira em Pip. As balas ricocheteiam e Rocky percebe que ele está morto, foi para o céu e acha que Pip é seu anjo da guarda. Pip responde, “Sim, algo desse tipo.”

Rocky resolve aproveitar e vai para um casino, onde ganha os jogos e se diverte com várias ‘gatinhas’, de volta ao apartamento, ele pede para ver um dos seus antigos amigos que já faleceram também e Pip diz que é impossível, pois, aqui é “seu mundo privado” e nenhuma pessoa aqui é real exceto pelos dois. Rocky se pergunta porque foi para o céu. “Eu devo ter feito algo bom que serviu para todas as outras coisas. Mas o que? O que eu fiz que foi tão bom assim?” Então Pip leva ele para a “sala de recordações”, mas apenas contem uma lista de todos seus pecados. Rocky está intrigado mas decide que se Deus está bem assim, ele também está.

Depois de um mês, ele se torna tão cansado por estar sempre satisfeito e nunca ter um desafio, ele diz para Pip, “Se eu ficar mais um dia aqui, eu vou surtar! Eu não pertenço no Paraíso. Eu quero ir para o outro lugar.” Pip retruca, “Paraíso, Sr. Valentine? O que foi que te deu essa idéia que estava no Paraíso? Este é ‘o outro lugar’!!” Pip começa a sorrir enquanto Rocky foge horrorizado tentanto escapar do Paraíso.

.curiosidades: O episódio mais difícil de ter sido feito na primeira temporada, tem um conteúdo sexual implícito muito forte na época. O guia de programação da época pediu que o texto fosse mudado de “Uma gata... Bem preenchida...” para algo mais sutil apesar da crueza do personagem.
.Numa seguência, uma das meninas pergunta: “Existe mais alguma coisa que eu possa fazer?” CBS pediu que ela falasse essa linha com intenções claras que fosse dito numa forma doce.
.Ao referir uma festa sendo uma “Ball”, uma palavra com duplo significado, CBS pediu que fosse retirado do texto.

.Thiago Manzo
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1.27 “The Big Tall Wish” (O Maior Desejo do Mundo)

Posted: 15.12.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , 2 comentários
Directed by Ron Winston
Written by Rod Serling

Bolie Jackson é um boxeador desgastado que acidentalmente quebra os ossos da sua mão bem antes do seu grande retorno. Ele é nocauteado e assim que a contagem começa, magicamente, ele é trocado de lugar com o outro boxeador. Bolie está agora em pé observando seu adversário nocauteado.

Bolie celebra sua vitória sem entender muito. Ele lembra estar nocauteado e não se recorda de levantar para a vitória, nem entende porque sua mão está boa. Seu técnico diz que Bolie deve ta ficando louco, que nunca foi nocauteado. Bolie pensa então que seus dedos estavam apenas doloridos.

Entretanto, há uma pessoa que sabe o que aconteceu. Henry, o filho dos vizinhos de Bolie não apenas se lembra, como tem uma explicação. Henry diz para Bolie que ele pediu o melhor e o maior desejo do mundo para Bolie, para os dois boxeadores mudaram de posição, e, ele se realizou.

Bolie não pode aceitar isso. Henry avisa que a única maneira do desejo ter poder é acreditar nele. Se Bolie não acredita o desejo não funciona. Mas Bolie é irredutível. Assim que ele rejeita qualquer hipótese, ele é imediatamente transportado para a luta, deitado na lona. Desse vez o arbitro termina a contagem.

Nem Bolie ou Henry se lembram do final alternativo. Hnery se lembra de ter pedido o maior desejo do mundo para Bolie mas, não se concretiza. Ele não acredita mais nos poderes do desejo. Henry acaba perdendo algo simples, o poder da juventude, a criança em todos nos que precisa acreditar. “Não existe coisas como magia, não é?!”, ele pergunta a Bolie. “Acho que não, Henry”, Bolie responde. “ou talvez... Talvez há magia. Talvez há desejos também. Acho que o problema é... Não há muitas pessoas ultimamente que acreditam...”

.curiosidades: Á frente de seu tempo, esse episódio teve personagens negros nos papeis principais. Algo que nos anos 60 era ainda um tabu. Outros episódio incluem: The Brain Center at Whipple’s e I Am the Night-Color Me Black.

.Thiago Manzo
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1.26 “Execution” (Execução)

Posted: 30.11.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , 0 comentários
Directed by David Orrick McDearmon
Written by Rod Serling (Estória de George Clayton Johnson)

Em 1880, Joe Caswell está prestes a ser enforcado por assassinato. Assim que a corda aperta no seu pescoço, ele aparece inexplicavelmente no laboratório do professor Manion. Manion explica que ele usou uma maquina do tempo para escolher aleatoriamente Caswell do passado. Mas quando Manion vê as marcas no pescoço de Caswell, ele tenta mandar ele de volta. Eles entram numa briga, e Caswell acaba acertando Manion com uma luminária na cabeça. Caswell tenta escapar para uma rua rua movimentada, mas fica tão abalado com as luzes e o barulho que retorna diretamente para o laboratório.

Procurando a ajuda do cientista, ele percebe que seu golpe matou Manion. Nesse momento um ladrão, Johnson, invade o laboratório. Caswell acerta Johnson e tenta retirar a arma de Johnson dele, mas Johnson se dá bem e estrangula Caswell com uma corda. Enquando Johnson tenta abrir o cofre de Manion, ele acidentalmente ativa a máquina do tempo - e é mandado de volta para 1880, aparecendo na corda que era para Caswell, bem na hora de ser enforcado.

.curiosidades: Rod Serling na narração de abertura tem uma frase que foi reutilizada no episódio “The Whole Truth”, que descreve o personagem da seguinte forma, “Sr. Harvey Hunnicut, que, quando o Bom Senhor distribuía uma consciência deve ter ido tomar uma cerveja e perdeu a sua vez,” similar ao personagem desse episódio, “Sr. Joe Caswell, que, quando o Bom Senhor distribuía uma consciência, um coração, um senso comum deve ter ido tomar uma cerveja e perdeu a sua vez.”

.Thiago Manzo
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1.25 “People Are Alike All Over” (As Pessoas São As Mesmas Em Todo Lugar)

Directed by Mitchell Leisen
Written by Rod Serling (Baseado no conto de Paul W. Fairman)

Um foguete pilotado por dois astronautas viaja numa missão à Marte. Um deles, Marcusson, é um pensador positivo que crê que todas as pessoas são iguais em todo lugar, até mesmo no planeta vermelho. O outro astronauta, Conrad, tem uma visão mais cínica da natureza humana interplanetária. Ao aterrisar, o impacto é tão severo que Marcusson morre. Sozinho, Conrad é consumido pelo medo quando ouve um som rítmico reverberando no casco do navio.

Esperando um mal inominável, sua apreensão transforma-se em alegria quando, abrindo a escotilha, ele vê Marcianos que aparentam humanos, têm habilidades telepáticas e dão a impressão de serem muito amigáveis, especialmente a linda Teenya, que o recepciona e reconforta. A hospitalidade local leva o convidado honrado para sua residência - um espaço interior que foi mobiliado da mesma maneira que uma casa na Terra. Conrad por instantes realxa, mas logo descobre que a sala não tem portas que abrem, nem janelas. Uma parede desliza para o teto, e assim Conrad percebe que ele se tornou uma exibição num zoológico Marciano - Uma Criatura da Terra no seu habitat nativo - como diz no aviso. Nas linhas finais do episódio, Conrad exclama em alto e bom som: “Marcusson! Marcusson, você estava certo! As pessoas são as mesmas... As pessoas são as mesmas em todo lugar!”

.curiosidades: Roddy Mcdowal que faz Sam Conrad fez a série inteira do Planeta dos Macacos e boa parte do cenário, locações e objetos de cena do episódio são de Forbidden Planet.

.Thiago Manzo
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1.24 “Long Live Walter Jameson” (Vida Longa a Walter Jameson)

Posted: 25.11.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , 0 comentários
Directed by Tony Leader
Written by Charles Beaumont

O episódio que definiu a carreira de Kevin Mccarthy.
Walter Jameson(Kevin Mccarthy), um professor, tem o dom da juventude eterna, e está noivo de uma jovem mulher chamada Susanna Kittridge. O pai da mulher, Samuel Kittridge, descobre a verdade depois de reconhecer o seu futuro genro numa foto da Guerra Civil. Depois de uma conversa, ele deseja compartilhar da imortalidade de Walter Jameson e ser negado(Walter não sabe como compartilhar esse dom), ele recusa a permissão de casar com sua filha. Apesar disto, Walter e Susanna fazem planos para casar(apesar de Jameson não objeções de seduzir, casar e abandonar mulheres ao longo dos séculos, ele confessa a Kittridge que por vezes ele se cansa de sua imortalidade- ainda assim lhe falta a coragem moral para se matar com uma pistola que ele guarda numa mesa.)

Entretanto, Walter é atirado e morto por uma mulher idosa no seu escritório, Laurette, aparentemente uma de suas muitas mulheres e consortes ao longo dos anos(retratada por Estelle Winwood), quem ele abandonou quando ficou velha e frágil enquanto ele permanecia jovem; ela não permitiria que Walter destruísse a vida de uma outra mulher quando ele recusa voltar para ela. Professor Kittridge entra na sala ouvindo o tiro, onde ele vê rapidamente um Walter envelhecendo no chão e morrendo. Na sua morta, Jameson vira apenas uma pilha de pó. Quando Susanna pergunta o que era aquilo no chão, o professor apenas responde “Pó, apenas pó.”

.curiosidades: Kevin Mccarthy viveu tanto quanto o seu personagem (98 anos) e morreu esse ano de 2010 em setembro. Ele recebeu tantas cartas de fãs por esse papel tanto quanto pelo filme “Invasores de Corpos”.

. A cena do envelhecimento de Kevin é extremamente real, feita em uma cena sem cortes, que só poderia ser concebida por ser em preto e branco. As linhas de expressão foram traçadas em maquiagem vermelha. Durante o começo da cena, a iluminação era vermelha e escondia os traços. Enquanto a cena progredia, as luzes eram diminuídas e substituídas gradualmente pelas verdes que evidenciam a cor vermelha. Como era preto-e-branco não se nota a mudança na tela e o resultado é a mudança completa de maquiagem sem cortes.


.Thiago Manzo


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1.23 “A World of Difference” (Um Mundo Diferente)

Posted: 23.11.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , , 0 comentários
Directed by Ted Post
Written by Richard Matheson

Genial a proposta desse episódio.
Arthur Curtis é um homem de negócios. Um dia ele descobre que seu telefone não funciona mais, e é surpreendido com um grito, “Corta!” Então, ele percebe que seu escritório era um set de gravação. Dizem para ele que “Arthur Curtis” é apenas um papel que ele estava representando, e seu nome real é Jerry Raigan, uma estrela de cinema decadente. Ele tenta achar a casa de Arthur Curtis, mas não encontra nenhuma evidência dela; Agente de Raigan diz que o nome do filme que ele está atuando se chama “O mundo privado de Arthur Curtis” e está sendo cancelado porque eles acreditam que ele teve um ataque nervoso. Raigan/Curtis corre para o set de filmagens, que está sendo desmontado, e exige não ser deixado no mundo sem cuidades de Jerry Raigan.

Logo depois, Curtis reaparece no seu escritório (como era antes), assim que sua mulher chega. Quando ele ouve ecos do ‘estúdio’, ele diz para ela que não vai esperar por férias, estão partindo imediatamente. Espantado com seu comportamento, Curtis apenas diz que ele não quer perder ela. Raigan/Curtis e sua ‘mulher’ embarcam num avião no qual eles ‘desaparecem’. O agente descobre que ele desapareceu - e assim o set é desmontado, um teaser final foca no roteiro deixado na mesa, “Arthur Curtis”, antes de ser jogado no lixo.

Uma incrível definição de medo muito comum sofrido por muitos atores, de ficar preso num papel, ser apenas reconhecido naquele universo, ou até mesmo, do homem normal que já não se sente bem sem estar na sua zona de conforto.

.curiosidades: O diretor Ted Post é muito talentoso e já dirigiu filmes e seriados do gênero como: A volta ao planeta dos macacos e Hang ‘Em High e Magnum Force com Clint Eastwood.

.Thiago Manzo
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1.22 “The Monsters are Due on Maple Street” (Os Monstros Estão Soltos na Rua Maple)

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Directed by Ronald Winston
Written by Rod Serling

O episódio começa no alto verão; Maple Street está cheia de crianças brincando e pais jogando conversa fiada. Uma sombra cruza os céus e um barulho ensurdecedor é ouvido, acompanhado por um clarão. Mais tarde, depois de escurecer, os residentes da rua descobrem que suas máquinas não funcionam mais, e que não há força. Eles se juntam na rua para discutir o assunto. Um deles, Pete Van Horn, se voluntaria para sair da vizinhança e descobrir o que está acontecendo.

Outro residente, Steve Brand, quer ir para cidade mas Tommy diz para ele não sair da rua. Tommy leu no gibi sobre uma invasão alienígena está tomando lugar, e que Steve provavelmente não poderia sair. Além disso - como parte dessa invasão fictícia - os aliens insidiosamente colocaram no meio deles uma família que aparentava ser humana. A falta de força foi feita para isolar e conter a vizinhança.

Entretanto, outro residente, Les Goodman, tenta sem sucesso ligar seu carro. Ele sai do carro, e começa a caminhar para os outros residentes quando seu carro liga sozinho. O comportamento bizarro de seu carro fazem dele, uma suspeita imediata. Uma mulher comenta sobre suas atividades tarde da noite olhando pro céu, no jardim vendo as estrelas. Les apenas diz que é insônia. Mais tarde durante aquela noite, Steve tenta acabar com a situação prevenindo que se torne uma caça ás bruxas. Charlie, um dos vizinhos mais agressivos, pressiona Steve sobre o seu hobby de construir uma radio que ninguém nunca viu. A suspeita agora caí em Steve quando ele sarcasticamente fala que conversa com monstros do espaço sideral. “Vocês estão todos parados querendo crucificar alguém! Só pensam em um bode expiatório! Estão todos desesperados para apontar o dedo em alguém! Bom, acredite, a única coisa que vai acontecer é que iremos nos devorar uns aos outros!”

O pânico cresce quando uma figura misteriosa coberta pelas sombras começa a caminhar na direção deles. Charlie, agora perturbadoramente hostil, pega uma espingarda e atira na sombra, pensando ser um ‘monstro’. Quando o grupo alcança a figura caída, eles percebem que é Pete Van Horn voltando da missão.

Subitamente, as luzes na casa de Charlie retornam e ele entra em pânico quando todos acusam ele de além de assassino, o monstro responsável pela falta de luz. Ele corre para casa enquanto os outros vizinhos o perseguem jogando pedras. Charlie tenta jogar atenção em Tommy, o garoto que trouxe a idéia de uma infiltração alienígena. Luzes começa a piscar em todas as casas; cortadores de grama e carros ligam sem razão aparente. A turba fica histérica, com vizinhos apavorados destruindo janelas, e pegando armas, se dissolvendo numa revolta descontrolada.

O episódio (brilhantemente bem dirigido), corta para um monte próximo, onde é revelado um meteoro. Só que o ‘meteoro’ é na verdade uma nave espacial. Seus habitantes, dois observadores aliens, observam a Rua Maple usando um programa para manipular a força da vizinhança. Eles comentam como foi fácil criar paranóia e pânico, concluindo que essa é a melhor maneira de conquistar a Terra. Deixando que os humanos se destruam.

O medo do pânico sendo tratado de uma forma que hoje em dia pode ser copiada vezes e vezes, mas na época, era muito original esse roteiro.

.curiosidades: Esse episódio serviu de inspiração para vários diretores e escritores incluindo: O Efeito Borboleta e A Névoa.

.Há uma Graphic Novel baseada nesse episódio. Na verdade, há 7 ou 8 graphic novels baseados em vários episódios de Twilight Zone. Publicados com autorização da viúva de Rod Serling e distribuídos pela Walker & Co.

.Thiago Manzo
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1.21 “Mirror Image” (A Imagem no Espelho)

Posted: 13.11.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , 1 comentários
Directed by John Brahm
Written by Rod Serling

Déjà vu: Sensação de ter a certeza de que já presenciou ou viveu aquele momento em alguma situação atual várias vezes. Uma sensação que pode ser aflitiva ou incoerente. Mas uma experiência desagradável, na maioria das vezes. Pior do que o Déjà vu é não se lembrar do que aconteceu enquanto todos se lembram.

Uma jovem mulher de nome Millicent Barnes está esperando numa estação de ônibus para Courtland, para começar um novo trabalho em Buffalo, New York. Olhando para o relógio da parede da estação ela percebe que o ônibus está atrasado. Ela caminha para o bilheteiro e pergunta quanto tempo o ônibus está atrasado, e, o bilheteiro a informa que já é a terceira vez que ela pergunta isso. Millicent nega isso. Conversando com o agente da estação, ela percebe uma mala parecida com a dela na pilha de malas. Ela menciona o fato para o homem que afirma que é a mala dela. Ela não acredita nele até olhar pro banco e perceber que a mala já não está no mesmo lugar. Logo depois, Barnes vai para o banheiro lavar as mãos e a senhora da limpeza insiste ao ser interrogada que é a segunda vez que a vê. Novamente, Millicent Barnes nega e prestes a sair do banheiro, ela dá uma olhada no espelho e vê além dela no espelho, uma versão igual a ela sentada no banco da estação.

Momentos mais tarde ela conhece um jovem chamado Paul Grinstead, que espera o mesmo ônibus. Eles conversam sobre o fenômeno. Paul, tentando acalmar Barnes, diz que pode ser uma anedota ou um desentendimento de alguém muito parecida com ela. Assim que o ônibus chega e ambos se preparam para entrar, Millicent olha pelo espelho e vê ela sentada no ônibus. Chocada, ela corre de volta para dentro da estação enquanto a sua contra-parte encara com uma indiferença maliciosa e satisfação.
Nesse momento a idéia de Déjà vu é posta de lado, estamos muito além disso, além de falhas de memórias ou de acontecimentos passados. Tudo acontece um pouco depois dela perceber. A mala, ela sentada no ônibus e o ato dela se encarar com malícia nos leva á quase um grau de universo paralelo.

Millicent desmaia inconsciente no banco dentro da estação enquanto Paul e a senhora da limpeza a ajudam. Paul concorda em pegar o ônibus das 19.00hrs com ela. Enquanto esperam, Millicent, insiste que a série de estranhos eventos é causada por um duplo seu de algum ‘mundo paralelo’, um próximo, mesmo assim, distante plano de existência alternativo que convergiu com esse mundo por forças naturais, ou não-naturais, por algum evento inexplicável. Quando isso acontece, o impostor malevolente entra no nosso reino. O doppelgänger de Millicent, o mal natural dela, pode sobreviver nesse mundo apenas eliminando sua contraparte boa. A própria Millicent. Proposta interessante, mas ainda me intriga saber como ela chegou nessa conclusão.

Paul diz que a explicação é ‘um pouco metafísica’ para ele(e para mim também), e acredita que a sanidade de Millicent começa a ser afetada com tudo isso. Paul diz a Millicent que ligará para um amigo em Tully que tem um carro e pode levar eles até Syracuse, mas, na verdade ele liga para a polícia. Depois de Millicent ser levada pelos tiras, em um estilo muito presunçoso e exageradamente direto, Paul começa a se acalmar na estação. Após beber em um bebedouro, Paul percebe que sua maleta sumiu. Vendo as portas principais, Paul percebe outro homem correndo por elas para longe da estação de ônibus. Perseguindo esse indíviduo pela rua, Paul descobre para seu horror absoluto, que está perseguindo a própria cópia. Seu rosto, uma máscara de orgulho e excitação maligna. 
Enquanto sua cópia maligna desaparece na cidade, Paul agora começa a perceber sua própria descida infernal numa mistura de loucura, terror e insanidade num futuro incerto.

Um episódio muito difícil de executar com interpretações excelentes, talvez uma das melhores edições de todos os episódios.

.curiosidades: Por mais assustador que seja, esse episódio é baseado em eventos reais! Rod Serling presenciou a sensação de semelhança profundo com um homem muito parecido com ele num aeroporto que estava atrás dele durante a viagem de avião.

.Thiago Manzo

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