1.22 “The Monsters are Due on Maple Street” (Os Monstros Estão Soltos na Rua Maple)

Posted: 23.11.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , , 1 comentários
Directed by Ronald Winston
Written by Rod Serling

O episódio começa no alto verão; Maple Street está cheia de crianças brincando e pais jogando conversa fiada. Uma sombra cruza os céus e um barulho ensurdecedor é ouvido, acompanhado por um clarão. Mais tarde, depois de escurecer, os residentes da rua descobrem que suas máquinas não funcionam mais, e que não há força. Eles se juntam na rua para discutir o assunto. Um deles, Pete Van Horn, se voluntaria para sair da vizinhança e descobrir o que está acontecendo.

Outro residente, Steve Brand, quer ir para cidade mas Tommy diz para ele não sair da rua. Tommy leu no gibi sobre uma invasão alienígena está tomando lugar, e que Steve provavelmente não poderia sair. Além disso - como parte dessa invasão fictícia - os aliens insidiosamente colocaram no meio deles uma família que aparentava ser humana. A falta de força foi feita para isolar e conter a vizinhança.

Entretanto, outro residente, Les Goodman, tenta sem sucesso ligar seu carro. Ele sai do carro, e começa a caminhar para os outros residentes quando seu carro liga sozinho. O comportamento bizarro de seu carro fazem dele, uma suspeita imediata. Uma mulher comenta sobre suas atividades tarde da noite olhando pro céu, no jardim vendo as estrelas. Les apenas diz que é insônia. Mais tarde durante aquela noite, Steve tenta acabar com a situação prevenindo que se torne uma caça ás bruxas. Charlie, um dos vizinhos mais agressivos, pressiona Steve sobre o seu hobby de construir uma radio que ninguém nunca viu. A suspeita agora caí em Steve quando ele sarcasticamente fala que conversa com monstros do espaço sideral. “Vocês estão todos parados querendo crucificar alguém! Só pensam em um bode expiatório! Estão todos desesperados para apontar o dedo em alguém! Bom, acredite, a única coisa que vai acontecer é que iremos nos devorar uns aos outros!”

O pânico cresce quando uma figura misteriosa coberta pelas sombras começa a caminhar na direção deles. Charlie, agora perturbadoramente hostil, pega uma espingarda e atira na sombra, pensando ser um ‘monstro’. Quando o grupo alcança a figura caída, eles percebem que é Pete Van Horn voltando da missão.

Subitamente, as luzes na casa de Charlie retornam e ele entra em pânico quando todos acusam ele de além de assassino, o monstro responsável pela falta de luz. Ele corre para casa enquanto os outros vizinhos o perseguem jogando pedras. Charlie tenta jogar atenção em Tommy, o garoto que trouxe a idéia de uma infiltração alienígena. Luzes começa a piscar em todas as casas; cortadores de grama e carros ligam sem razão aparente. A turba fica histérica, com vizinhos apavorados destruindo janelas, e pegando armas, se dissolvendo numa revolta descontrolada.

O episódio (brilhantemente bem dirigido), corta para um monte próximo, onde é revelado um meteoro. Só que o ‘meteoro’ é na verdade uma nave espacial. Seus habitantes, dois observadores aliens, observam a Rua Maple usando um programa para manipular a força da vizinhança. Eles comentam como foi fácil criar paranóia e pânico, concluindo que essa é a melhor maneira de conquistar a Terra. Deixando que os humanos se destruam.

O medo do pânico sendo tratado de uma forma que hoje em dia pode ser copiada vezes e vezes, mas na época, era muito original esse roteiro.

.curiosidades: Esse episódio serviu de inspiração para vários diretores e escritores incluindo: O Efeito Borboleta e A Névoa.

.Há uma Graphic Novel baseada nesse episódio. Na verdade, há 7 ou 8 graphic novels baseados em vários episódios de Twilight Zone. Publicados com autorização da viúva de Rod Serling e distribuídos pela Walker & Co.

.Thiago Manzo
Keep Reading...

1.21 “Mirror Image” (A Imagem no Espelho)

Posted: 13.11.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , 1 comentários
Directed by John Brahm
Written by Rod Serling

Déjà vu: Sensação de ter a certeza de que já presenciou ou viveu aquele momento em alguma situação atual várias vezes. Uma sensação que pode ser aflitiva ou incoerente. Mas uma experiência desagradável, na maioria das vezes. Pior do que o Déjà vu é não se lembrar do que aconteceu enquanto todos se lembram.

Uma jovem mulher de nome Millicent Barnes está esperando numa estação de ônibus para Courtland, para começar um novo trabalho em Buffalo, New York. Olhando para o relógio da parede da estação ela percebe que o ônibus está atrasado. Ela caminha para o bilheteiro e pergunta quanto tempo o ônibus está atrasado, e, o bilheteiro a informa que já é a terceira vez que ela pergunta isso. Millicent nega isso. Conversando com o agente da estação, ela percebe uma mala parecida com a dela na pilha de malas. Ela menciona o fato para o homem que afirma que é a mala dela. Ela não acredita nele até olhar pro banco e perceber que a mala já não está no mesmo lugar. Logo depois, Barnes vai para o banheiro lavar as mãos e a senhora da limpeza insiste ao ser interrogada que é a segunda vez que a vê. Novamente, Millicent Barnes nega e prestes a sair do banheiro, ela dá uma olhada no espelho e vê além dela no espelho, uma versão igual a ela sentada no banco da estação.

Momentos mais tarde ela conhece um jovem chamado Paul Grinstead, que espera o mesmo ônibus. Eles conversam sobre o fenômeno. Paul, tentando acalmar Barnes, diz que pode ser uma anedota ou um desentendimento de alguém muito parecida com ela. Assim que o ônibus chega e ambos se preparam para entrar, Millicent olha pelo espelho e vê ela sentada no ônibus. Chocada, ela corre de volta para dentro da estação enquanto a sua contra-parte encara com uma indiferença maliciosa e satisfação.
Nesse momento a idéia de Déjà vu é posta de lado, estamos muito além disso, além de falhas de memórias ou de acontecimentos passados. Tudo acontece um pouco depois dela perceber. A mala, ela sentada no ônibus e o ato dela se encarar com malícia nos leva á quase um grau de universo paralelo.

Millicent desmaia inconsciente no banco dentro da estação enquanto Paul e a senhora da limpeza a ajudam. Paul concorda em pegar o ônibus das 19.00hrs com ela. Enquanto esperam, Millicent, insiste que a série de estranhos eventos é causada por um duplo seu de algum ‘mundo paralelo’, um próximo, mesmo assim, distante plano de existência alternativo que convergiu com esse mundo por forças naturais, ou não-naturais, por algum evento inexplicável. Quando isso acontece, o impostor malevolente entra no nosso reino. O doppelgänger de Millicent, o mal natural dela, pode sobreviver nesse mundo apenas eliminando sua contraparte boa. A própria Millicent. Proposta interessante, mas ainda me intriga saber como ela chegou nessa conclusão.

Paul diz que a explicação é ‘um pouco metafísica’ para ele(e para mim também), e acredita que a sanidade de Millicent começa a ser afetada com tudo isso. Paul diz a Millicent que ligará para um amigo em Tully que tem um carro e pode levar eles até Syracuse, mas, na verdade ele liga para a polícia. Depois de Millicent ser levada pelos tiras, em um estilo muito presunçoso e exageradamente direto, Paul começa a se acalmar na estação. Após beber em um bebedouro, Paul percebe que sua maleta sumiu. Vendo as portas principais, Paul percebe outro homem correndo por elas para longe da estação de ônibus. Perseguindo esse indíviduo pela rua, Paul descobre para seu horror absoluto, que está perseguindo a própria cópia. Seu rosto, uma máscara de orgulho e excitação maligna. 
Enquanto sua cópia maligna desaparece na cidade, Paul agora começa a perceber sua própria descida infernal numa mistura de loucura, terror e insanidade num futuro incerto.

Um episódio muito difícil de executar com interpretações excelentes, talvez uma das melhores edições de todos os episódios.

.curiosidades: Por mais assustador que seja, esse episódio é baseado em eventos reais! Rod Serling presenciou a sensação de semelhança profundo com um homem muito parecido com ele num aeroporto que estava atrás dele durante a viagem de avião.

.Thiago Manzo

Keep Reading...

1.20 "Elegy" (Elegia)

Posted: 27.10.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , , 2 comentários
Directed by Douglas Heyes
Written by Charles Beaumont

Obra prima da série. Este episódio representa o charme e a autenticidade do que é Twilight Zone. Dá pra perceber erros e nuances que tornam o episódio o que ele é, de uma forma positiva. Um clássico.
A premissa é essa: Sem combustível, três astronautas aterrisam sua nave num remoto asteróide bem parecida com a Terra com prédios e pessoas, mas caminhando em sua superfície se perguntam onde estão todos. Não há ninguém à vista e o primeiro lugar que chegam é uma fazenda. Eles procuram mas não encontram ninguém. Ninguém, até verem o fazendeiro, de costas para os astronautas, observando na distância. Se aproximam, batem no ombro dele e falam com ele, mas percebem logo que não passa de uma estátua.

Logo, os homens chegam num fórum onde um prefeito está sendo eleito, cercados por pessoas e uma banda tocando. Eles ouvem a música, mas todos estão parados. Eles encontram também um concurso de beleza, onde novamente todos estão parados. E aí vêm a genialidade do episódio onde numa multidão de pessoas no concurso (que se olharmos com atenção piscam) a câmera se aproxima de um homem que se movimenta assim que eles saiem do local.

Os astronautas procuram mais um pouco, e se sentem mais perturbados ao verem mais estátuas em posições horripilantes. Finalmente, eles se sentem assustados, ao encontrarem um homem que não é uma estátua, Wickwire, o ‘zelador’ do local. Wickwire explica para os astronautas que o asteróide que aterrisaram é um cemitério fundado em 1973 exclusivo para pessoas ricas que morreram que gostariam de ser lembradas pelo seu maior desejo em vida. Disseram a ele, que uma guerra nuclear aconteceu na Terra e demorou duzentos anos para se recobrar (aparentemente, estamos em 2185). Wickwire serve aos homens vinho e pergunta qual era o maior desejo deles. Todos os três respondem que gostariam de estar na nave retornando á casa. Subitamente, eles percebem que a bebida foi envenenada. E assim que morrem, Wickwire(que na verdade é um robô que foi desligado e só liga quando é preciso, como tirar o pó das estátuas) pede desculpas, afirmando que ele precisa manter a tranqüilidade pacifica do cemitério porque homens são incapazes da paz.

Wickwire instala os corpos embalsamados na nave, posando eles em seus lugares e diferentes funções.

Mais uma critica fugaz á Guerra Fria. Imaginar que a intolerância do homem só pode ser prevenida num cemitério de homens onde o zelador, um robô é o único que têm a capacidade de preservar a paz, sendo essa, uma forma de consciência é acreditar realmente no nosso fiel fracasso como raça.

.curiosidades: Os sons de instrumentos dentro da nave também foram usados na USS Enterprise na série original de Star Trek.

.Thiago Manzo
Keep Reading...

1.19 “The Purple Testament” (O Testemunho Rubro)

Posted: 19.10.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , , , 0 comentários
Directed by Richard L. Bare
Written by Rod Serling

Willian Fitzgerald, um tenente servindo na 2ª guerra mundial, ganha a habilidade de saber quem vai morrer, via, uma estranha luz que aparece no rosto da pessoa. Depois de predizer corretamente várias morte, ele diz ao seu amigo, Capitão Riker, o que ele é capaz de ver, mas o Capitão não sabe se acredita ou não. Riker consulta Gunther, o médico do pelotão que pensa que pode ser fadiga e sugere que o tenente deveria descansar. Fitzgerald acaba indo para o hospital para ver um de seus homens, Smitty, que deve resistir aos ferimentos. Mas ele vê a estranha luz atravessando o rosto do sujeito e conhece o seu destino.

Quando se torna real sua previsão ele surta no hospital. De volta á tenda, ele revela á Riker que viu a luz no rosto dele. Apesar de dizer á Fitz para esquecer isso e se preparar para a batalha, Riker separa alguns objetos pessoais - algumas fotografias e seu anel de casamento - antes de entrar em combate. No acampamento, os homens discutem sobre os rumores das previsões do Tenente, mas Riker diz à todos os soldados que não existem “pessoas que lêem a mente” no acampamento. Fitz, observando o rosto dos homens e percebendo que ele pode causar um motim, concorda.

Na batalha que se segue, todos retornam exceto Riker, que é morto por um Sniper. Capitão Gunther dá noticias ao Tenente que ele deve retornar aos quartéis-generais para um descanso merecido, mas enquanto o Tenente apanha seu equipamento, ele se vê no espelho e reparar na luz em seu rosto. Um motorista vêm para buscar Fitz para levar ao QG, mas o Tenente aparenta distância, como se resignado ao seu próprio destino.

O Sargento dispensa os dois, e diz ao motorista ter cuidado no caminho; não checaram completamente a estrada á diante para ver se há minas. Os soldados se agrupam para ouvir instruções e enquanto recebem ouve-se ao longo o barulho alto de uma explosão.

Um bom trabalho de roteiro um tanto pouco aproveitado. Mais uma vez Rod Serling fecha o episódio com uma frase de Shakespeare: “ Ele veio denunciar o testemunho rubro de uma guerra sangrenta.” Uma critica mordaz á nossa mortalidade e como o homem não vale nada perante á guerra.

.curiosidades: Dean Stockwell foi originalmente convidado para fazer o papel principal, mas acabou fazendo o episódio “A Quality of Mercy”.
A conceitualização de ver uma luz no rosto de quem vai morrer também foi reutilizada no episódio “Into The Light” de 2002.

.Thiago Manzo
Keep Reading...

1.18 “The Last Flight” (O último vôo)

Posted: 4.10.10 | Postado por Unknown | Marcadores: , , 0 comentários
 Directed by William Claxton
Written by Richard Matheson (Adaptado do conto:"Flight")

Um piloto de guerra britânico da 1ª guerra mundial, aterrisa seu avião Nieuport numa base aérea americana em 1959 depois de atravessar uma estranha nuvem. Ele é levado imediatamente em custódia e interrogado. Ele reconta que estava voando com seu amigo Alexander Mackaye, que estava perseguido por 7 aeronaves Alemãs. Em vez de ajudar, Decker fugiu da luta se escondendo nas nuvens, em vez de lutar. Ele descobre que Mackaye sobreviveu e se tornou um herói na 2ª guerra mundial salvando muitas vidas na Blitz. Na verdade, General Mackaye está á caminho para inspecionar a base.

Decker não consegue imaginar como Mackaye sobreviveu ao dogfight, até um dos interrogadores sugerirem que ele teve ajuda. Como não havia outros combatentes amigos no setor, Decker pensa que deveria ter sido ele que ajudou então ele foge do interrogatório, entra no seu avião e voe em direção da nuvem. Mais tarde, quando Mackaye chega, ele fica paralisado ao mostrarem o cartão de identificação para ele. Ele revela que Decker realmente salvou sua vida - morrendo em sua causa.

Quando insiste em saber do que se trata tudo isso, Major Wilson sugere que ele sente o chamado de “Old Leadbottom”(como Decker o chamou no interrogatório). “O que você me chamou?”, Mackaye pergunta incrédulo (pois ninguém de fora de seu esquadrão sabia desse apelido), e assim, com as nuvens passando ao longe pela janela do General termina esse episódio e com a citação de Shakespeare para concluir na narração final de Rod Serling:

“Existem mais mistérios entre o céu e a Terra, do que sonham, nossa vã filosofia.”

.curiosidades: Foi filmado em locação real na Base aérea de San Bernardino, Califórnia e o avião bi plano pertencia á Frank Gifford Tallman, um dos maiores dublês de Hollywood.

.Thiago Manzo
Keep Reading...