1.27 “The Big Tall Wish” (O Maior Desejo do Mundo)

Posted: 15.12.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , 2 comentários
Directed by Ron Winston
Written by Rod Serling

Bolie Jackson é um boxeador desgastado que acidentalmente quebra os ossos da sua mão bem antes do seu grande retorno. Ele é nocauteado e assim que a contagem começa, magicamente, ele é trocado de lugar com o outro boxeador. Bolie está agora em pé observando seu adversário nocauteado.

Bolie celebra sua vitória sem entender muito. Ele lembra estar nocauteado e não se recorda de levantar para a vitória, nem entende porque sua mão está boa. Seu técnico diz que Bolie deve ta ficando louco, que nunca foi nocauteado. Bolie pensa então que seus dedos estavam apenas doloridos.

Entretanto, há uma pessoa que sabe o que aconteceu. Henry, o filho dos vizinhos de Bolie não apenas se lembra, como tem uma explicação. Henry diz para Bolie que ele pediu o melhor e o maior desejo do mundo para Bolie, para os dois boxeadores mudaram de posição, e, ele se realizou.

Bolie não pode aceitar isso. Henry avisa que a única maneira do desejo ter poder é acreditar nele. Se Bolie não acredita o desejo não funciona. Mas Bolie é irredutível. Assim que ele rejeita qualquer hipótese, ele é imediatamente transportado para a luta, deitado na lona. Desse vez o arbitro termina a contagem.

Nem Bolie ou Henry se lembram do final alternativo. Hnery se lembra de ter pedido o maior desejo do mundo para Bolie mas, não se concretiza. Ele não acredita mais nos poderes do desejo. Henry acaba perdendo algo simples, o poder da juventude, a criança em todos nos que precisa acreditar. “Não existe coisas como magia, não é?!”, ele pergunta a Bolie. “Acho que não, Henry”, Bolie responde. “ou talvez... Talvez há magia. Talvez há desejos também. Acho que o problema é... Não há muitas pessoas ultimamente que acreditam...”

.curiosidades: Á frente de seu tempo, esse episódio teve personagens negros nos papeis principais. Algo que nos anos 60 era ainda um tabu. Outros episódio incluem: The Brain Center at Whipple’s e I Am the Night-Color Me Black.

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1.26 “Execution” (Execução)

Posted: 30.11.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , 0 comentários
Directed by David Orrick McDearmon
Written by Rod Serling (Estória de George Clayton Johnson)

Em 1880, Joe Caswell está prestes a ser enforcado por assassinato. Assim que a corda aperta no seu pescoço, ele aparece inexplicavelmente no laboratório do professor Manion. Manion explica que ele usou uma maquina do tempo para escolher aleatoriamente Caswell do passado. Mas quando Manion vê as marcas no pescoço de Caswell, ele tenta mandar ele de volta. Eles entram numa briga, e Caswell acaba acertando Manion com uma luminária na cabeça. Caswell tenta escapar para uma rua rua movimentada, mas fica tão abalado com as luzes e o barulho que retorna diretamente para o laboratório.

Procurando a ajuda do cientista, ele percebe que seu golpe matou Manion. Nesse momento um ladrão, Johnson, invade o laboratório. Caswell acerta Johnson e tenta retirar a arma de Johnson dele, mas Johnson se dá bem e estrangula Caswell com uma corda. Enquando Johnson tenta abrir o cofre de Manion, ele acidentalmente ativa a máquina do tempo - e é mandado de volta para 1880, aparecendo na corda que era para Caswell, bem na hora de ser enforcado.

.curiosidades: Rod Serling na narração de abertura tem uma frase que foi reutilizada no episódio “The Whole Truth”, que descreve o personagem da seguinte forma, “Sr. Harvey Hunnicut, que, quando o Bom Senhor distribuía uma consciência deve ter ido tomar uma cerveja e perdeu a sua vez,” similar ao personagem desse episódio, “Sr. Joe Caswell, que, quando o Bom Senhor distribuía uma consciência, um coração, um senso comum deve ter ido tomar uma cerveja e perdeu a sua vez.”

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1.25 “People Are Alike All Over” (As Pessoas São As Mesmas Em Todo Lugar)

Posted: 28.11.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , , 1 comentários
Directed by Mitchell Leisen
Written by Rod Serling (Baseado no conto de Paul W. Fairman)

Um foguete pilotado por dois astronautas viaja numa missão à Marte. Um deles, Marcusson, é um pensador positivo que crê que todas as pessoas são iguais em todo lugar, até mesmo no planeta vermelho. O outro astronauta, Conrad, tem uma visão mais cínica da natureza humana interplanetária. Ao aterrisar, o impacto é tão severo que Marcusson morre. Sozinho, Conrad é consumido pelo medo quando ouve um som rítmico reverberando no casco do navio.

Esperando um mal inominável, sua apreensão transforma-se em alegria quando, abrindo a escotilha, ele vê Marcianos que aparentam humanos, têm habilidades telepáticas e dão a impressão de serem muito amigáveis, especialmente a linda Teenya, que o recepciona e reconforta. A hospitalidade local leva o convidado honrado para sua residência - um espaço interior que foi mobiliado da mesma maneira que uma casa na Terra. Conrad por instantes realxa, mas logo descobre que a sala não tem portas que abrem, nem janelas. Uma parede desliza para o teto, e assim Conrad percebe que ele se tornou uma exibição num zoológico Marciano - Uma Criatura da Terra no seu habitat nativo - como diz no aviso. Nas linhas finais do episódio, Conrad exclama em alto e bom som: “Marcusson! Marcusson, você estava certo! As pessoas são as mesmas... As pessoas são as mesmas em todo lugar!”

.curiosidades: Roddy Mcdowal que faz Sam Conrad fez a série inteira do Planeta dos Macacos e boa parte do cenário, locações e objetos de cena do episódio são de Forbidden Planet.

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1.24 “Long Live Walter Jameson” (Vida Longa a Walter Jameson)

Posted: 25.11.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , 0 comentários
Directed by Tony Leader
Written by Charles Beaumont

O episódio que definiu a carreira de Kevin Mccarthy.
Walter Jameson(Kevin Mccarthy), um professor, tem o dom da juventude eterna, e está noivo de uma jovem mulher chamada Susanna Kittridge. O pai da mulher, Samuel Kittridge, descobre a verdade depois de reconhecer o seu futuro genro numa foto da Guerra Civil. Depois de uma conversa, ele deseja compartilhar da imortalidade de Walter Jameson e ser negado(Walter não sabe como compartilhar esse dom), ele recusa a permissão de casar com sua filha. Apesar disto, Walter e Susanna fazem planos para casar(apesar de Jameson não objeções de seduzir, casar e abandonar mulheres ao longo dos séculos, ele confessa a Kittridge que por vezes ele se cansa de sua imortalidade- ainda assim lhe falta a coragem moral para se matar com uma pistola que ele guarda numa mesa.)

Entretanto, Walter é atirado e morto por uma mulher idosa no seu escritório, Laurette, aparentemente uma de suas muitas mulheres e consortes ao longo dos anos(retratada por Estelle Winwood), quem ele abandonou quando ficou velha e frágil enquanto ele permanecia jovem; ela não permitiria que Walter destruísse a vida de uma outra mulher quando ele recusa voltar para ela. Professor Kittridge entra na sala ouvindo o tiro, onde ele vê rapidamente um Walter envelhecendo no chão e morrendo. Na sua morta, Jameson vira apenas uma pilha de pó. Quando Susanna pergunta o que era aquilo no chão, o professor apenas responde “Pó, apenas pó.”

.curiosidades: Kevin Mccarthy viveu tanto quanto o seu personagem (98 anos) e morreu esse ano de 2010 em setembro. Ele recebeu tantas cartas de fãs por esse papel tanto quanto pelo filme “Invasores de Corpos”.

. A cena do envelhecimento de Kevin é extremamente real, feita em uma cena sem cortes, que só poderia ser concebida por ser em preto e branco. As linhas de expressão foram traçadas em maquiagem vermelha. Durante o começo da cena, a iluminação era vermelha e escondia os traços. Enquanto a cena progredia, as luzes eram diminuídas e substituídas gradualmente pelas verdes que evidenciam a cor vermelha. Como era preto-e-branco não se nota a mudança na tela e o resultado é a mudança completa de maquiagem sem cortes.


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1.23 “A World of Difference” (Um Mundo Diferente)

Posted: 23.11.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , , 0 comentários
Directed by Ted Post
Written by Richard Matheson

Genial a proposta desse episódio.
Arthur Curtis é um homem de negócios. Um dia ele descobre que seu telefone não funciona mais, e é surpreendido com um grito, “Corta!” Então, ele percebe que seu escritório era um set de gravação. Dizem para ele que “Arthur Curtis” é apenas um papel que ele estava representando, e seu nome real é Jerry Raigan, uma estrela de cinema decadente. Ele tenta achar a casa de Arthur Curtis, mas não encontra nenhuma evidência dela; Agente de Raigan diz que o nome do filme que ele está atuando se chama “O mundo privado de Arthur Curtis” e está sendo cancelado porque eles acreditam que ele teve um ataque nervoso. Raigan/Curtis corre para o set de filmagens, que está sendo desmontado, e exige não ser deixado no mundo sem cuidades de Jerry Raigan.

Logo depois, Curtis reaparece no seu escritório (como era antes), assim que sua mulher chega. Quando ele ouve ecos do ‘estúdio’, ele diz para ela que não vai esperar por férias, estão partindo imediatamente. Espantado com seu comportamento, Curtis apenas diz que ele não quer perder ela. Raigan/Curtis e sua ‘mulher’ embarcam num avião no qual eles ‘desaparecem’. O agente descobre que ele desapareceu - e assim o set é desmontado, um teaser final foca no roteiro deixado na mesa, “Arthur Curtis”, antes de ser jogado no lixo.

Uma incrível definição de medo muito comum sofrido por muitos atores, de ficar preso num papel, ser apenas reconhecido naquele universo, ou até mesmo, do homem normal que já não se sente bem sem estar na sua zona de conforto.

.curiosidades: O diretor Ted Post é muito talentoso e já dirigiu filmes e seriados do gênero como: A volta ao planeta dos macacos e Hang ‘Em High e Magnum Force com Clint Eastwood.

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1.22 “The Monsters are Due on Maple Street” (Os Monstros Estão Soltos na Rua Maple)

Posted: | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , , 1 comentários
Directed by Ronald Winston
Written by Rod Serling

O episódio começa no alto verão; Maple Street está cheia de crianças brincando e pais jogando conversa fiada. Uma sombra cruza os céus e um barulho ensurdecedor é ouvido, acompanhado por um clarão. Mais tarde, depois de escurecer, os residentes da rua descobrem que suas máquinas não funcionam mais, e que não há força. Eles se juntam na rua para discutir o assunto. Um deles, Pete Van Horn, se voluntaria para sair da vizinhança e descobrir o que está acontecendo.

Outro residente, Steve Brand, quer ir para cidade mas Tommy diz para ele não sair da rua. Tommy leu no gibi sobre uma invasão alienígena está tomando lugar, e que Steve provavelmente não poderia sair. Além disso - como parte dessa invasão fictícia - os aliens insidiosamente colocaram no meio deles uma família que aparentava ser humana. A falta de força foi feita para isolar e conter a vizinhança.

Entretanto, outro residente, Les Goodman, tenta sem sucesso ligar seu carro. Ele sai do carro, e começa a caminhar para os outros residentes quando seu carro liga sozinho. O comportamento bizarro de seu carro fazem dele, uma suspeita imediata. Uma mulher comenta sobre suas atividades tarde da noite olhando pro céu, no jardim vendo as estrelas. Les apenas diz que é insônia. Mais tarde durante aquela noite, Steve tenta acabar com a situação prevenindo que se torne uma caça ás bruxas. Charlie, um dos vizinhos mais agressivos, pressiona Steve sobre o seu hobby de construir uma radio que ninguém nunca viu. A suspeita agora caí em Steve quando ele sarcasticamente fala que conversa com monstros do espaço sideral. “Vocês estão todos parados querendo crucificar alguém! Só pensam em um bode expiatório! Estão todos desesperados para apontar o dedo em alguém! Bom, acredite, a única coisa que vai acontecer é que iremos nos devorar uns aos outros!”

O pânico cresce quando uma figura misteriosa coberta pelas sombras começa a caminhar na direção deles. Charlie, agora perturbadoramente hostil, pega uma espingarda e atira na sombra, pensando ser um ‘monstro’. Quando o grupo alcança a figura caída, eles percebem que é Pete Van Horn voltando da missão.

Subitamente, as luzes na casa de Charlie retornam e ele entra em pânico quando todos acusam ele de além de assassino, o monstro responsável pela falta de luz. Ele corre para casa enquanto os outros vizinhos o perseguem jogando pedras. Charlie tenta jogar atenção em Tommy, o garoto que trouxe a idéia de uma infiltração alienígena. Luzes começa a piscar em todas as casas; cortadores de grama e carros ligam sem razão aparente. A turba fica histérica, com vizinhos apavorados destruindo janelas, e pegando armas, se dissolvendo numa revolta descontrolada.

O episódio (brilhantemente bem dirigido), corta para um monte próximo, onde é revelado um meteoro. Só que o ‘meteoro’ é na verdade uma nave espacial. Seus habitantes, dois observadores aliens, observam a Rua Maple usando um programa para manipular a força da vizinhança. Eles comentam como foi fácil criar paranóia e pânico, concluindo que essa é a melhor maneira de conquistar a Terra. Deixando que os humanos se destruam.

O medo do pânico sendo tratado de uma forma que hoje em dia pode ser copiada vezes e vezes, mas na época, era muito original esse roteiro.

.curiosidades: Esse episódio serviu de inspiração para vários diretores e escritores incluindo: O Efeito Borboleta e A Névoa.

.Há uma Graphic Novel baseada nesse episódio. Na verdade, há 7 ou 8 graphic novels baseados em vários episódios de Twilight Zone. Publicados com autorização da viúva de Rod Serling e distribuídos pela Walker & Co.

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1.21 “Mirror Image” (A Imagem no Espelho)

Posted: 13.11.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , 1 comentários
Directed by John Brahm
Written by Rod Serling

Déjà vu: Sensação de ter a certeza de que já presenciou ou viveu aquele momento em alguma situação atual várias vezes. Uma sensação que pode ser aflitiva ou incoerente. Mas uma experiência desagradável, na maioria das vezes. Pior do que o Déjà vu é não se lembrar do que aconteceu enquanto todos se lembram.

Uma jovem mulher de nome Millicent Barnes está esperando numa estação de ônibus para Courtland, para começar um novo trabalho em Buffalo, New York. Olhando para o relógio da parede da estação ela percebe que o ônibus está atrasado. Ela caminha para o bilheteiro e pergunta quanto tempo o ônibus está atrasado, e, o bilheteiro a informa que já é a terceira vez que ela pergunta isso. Millicent nega isso. Conversando com o agente da estação, ela percebe uma mala parecida com a dela na pilha de malas. Ela menciona o fato para o homem que afirma que é a mala dela. Ela não acredita nele até olhar pro banco e perceber que a mala já não está no mesmo lugar. Logo depois, Barnes vai para o banheiro lavar as mãos e a senhora da limpeza insiste ao ser interrogada que é a segunda vez que a vê. Novamente, Millicent Barnes nega e prestes a sair do banheiro, ela dá uma olhada no espelho e vê além dela no espelho, uma versão igual a ela sentada no banco da estação.

Momentos mais tarde ela conhece um jovem chamado Paul Grinstead, que espera o mesmo ônibus. Eles conversam sobre o fenômeno. Paul, tentando acalmar Barnes, diz que pode ser uma anedota ou um desentendimento de alguém muito parecida com ela. Assim que o ônibus chega e ambos se preparam para entrar, Millicent olha pelo espelho e vê ela sentada no ônibus. Chocada, ela corre de volta para dentro da estação enquanto a sua contra-parte encara com uma indiferença maliciosa e satisfação.
Nesse momento a idéia de Déjà vu é posta de lado, estamos muito além disso, além de falhas de memórias ou de acontecimentos passados. Tudo acontece um pouco depois dela perceber. A mala, ela sentada no ônibus e o ato dela se encarar com malícia nos leva á quase um grau de universo paralelo.

Millicent desmaia inconsciente no banco dentro da estação enquanto Paul e a senhora da limpeza a ajudam. Paul concorda em pegar o ônibus das 19.00hrs com ela. Enquanto esperam, Millicent, insiste que a série de estranhos eventos é causada por um duplo seu de algum ‘mundo paralelo’, um próximo, mesmo assim, distante plano de existência alternativo que convergiu com esse mundo por forças naturais, ou não-naturais, por algum evento inexplicável. Quando isso acontece, o impostor malevolente entra no nosso reino. O doppelgänger de Millicent, o mal natural dela, pode sobreviver nesse mundo apenas eliminando sua contraparte boa. A própria Millicent. Proposta interessante, mas ainda me intriga saber como ela chegou nessa conclusão.

Paul diz que a explicação é ‘um pouco metafísica’ para ele(e para mim também), e acredita que a sanidade de Millicent começa a ser afetada com tudo isso. Paul diz a Millicent que ligará para um amigo em Tully que tem um carro e pode levar eles até Syracuse, mas, na verdade ele liga para a polícia. Depois de Millicent ser levada pelos tiras, em um estilo muito presunçoso e exageradamente direto, Paul começa a se acalmar na estação. Após beber em um bebedouro, Paul percebe que sua maleta sumiu. Vendo as portas principais, Paul percebe outro homem correndo por elas para longe da estação de ônibus. Perseguindo esse indíviduo pela rua, Paul descobre para seu horror absoluto, que está perseguindo a própria cópia. Seu rosto, uma máscara de orgulho e excitação maligna. 
Enquanto sua cópia maligna desaparece na cidade, Paul agora começa a perceber sua própria descida infernal numa mistura de loucura, terror e insanidade num futuro incerto.

Um episódio muito difícil de executar com interpretações excelentes, talvez uma das melhores edições de todos os episódios.

.curiosidades: Por mais assustador que seja, esse episódio é baseado em eventos reais! Rod Serling presenciou a sensação de semelhança profundo com um homem muito parecido com ele num aeroporto que estava atrás dele durante a viagem de avião.

.Thiago Manzo

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1.20 "Elegy" (Elegia)

Posted: 27.10.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , , 1 comentários
Directed by Douglas Heyes
Written by Charles Beaumont

Obra prima da série. Este episódio representa o charme e a autenticidade do que é Twilight Zone. Dá pra perceber erros e nuances que tornam o episódio o que ele é, de uma forma positiva. Um clássico.
A premissa é essa: Sem combustível, três astronautas aterrisam sua nave num remoto asteróide bem parecida com a Terra com prédios e pessoas, mas caminhando em sua superfície se perguntam onde estão todos. Não há ninguém à vista e o primeiro lugar que chegam é uma fazenda. Eles procuram mas não encontram ninguém. Ninguém, até verem o fazendeiro, de costas para os astronautas, observando na distância. Se aproximam, batem no ombro dele e falam com ele, mas percebem logo que não passa de uma estátua.

Logo, os homens chegam num fórum onde um prefeito está sendo eleito, cercados por pessoas e uma banda tocando. Eles ouvem a música, mas todos estão parados. Eles encontram também um concurso de beleza, onde novamente todos estão parados. E aí vêm a genialidade do episódio onde numa multidão de pessoas no concurso (que se olharmos com atenção piscam) a câmera se aproxima de um homem que se movimenta assim que eles saiem do local.

Os astronautas procuram mais um pouco, e se sentem mais perturbados ao verem mais estátuas em posições horripilantes. Finalmente, eles se sentem assustados, ao encontrarem um homem que não é uma estátua, Wickwire, o ‘zelador’ do local. Wickwire explica para os astronautas que o asteróide que aterrisaram é um cemitério fundado em 1973 exclusivo para pessoas ricas que morreram que gostariam de ser lembradas pelo seu maior desejo em vida. Disseram a ele, que uma guerra nuclear aconteceu na Terra e demorou duzentos anos para se recobrar (aparentemente, estamos em 2185). Wickwire serve aos homens vinho e pergunta qual era o maior desejo deles. Todos os três respondem que gostariam de estar na nave retornando á casa. Subitamente, eles percebem que a bebida foi envenenada. E assim que morrem, Wickwire(que na verdade é um robô que foi desligado e só liga quando é preciso, como tirar o pó das estátuas) pede desculpas, afirmando que ele precisa manter a tranqüilidade pacifica do cemitério porque homens são incapazes da paz.

Wickwire instala os corpos embalsamados na nave, posando eles em seus lugares e diferentes funções.

Mais uma critica fugaz á Guerra Fria. Imaginar que a intolerância do homem só pode ser prevenida num cemitério de homens onde o zelador, um robô é o único que têm a capacidade de preservar a paz, sendo essa, uma forma de consciência é acreditar realmente no nosso fiel fracasso como raça.

.curiosidades: Os sons de instrumentos dentro da nave também foram usados na USS Enterprise na série original de Star Trek.

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1.19 “The Purple Testament” (O Testemunho Rubro)

Posted: 19.10.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , , 0 comentários
Directed by Richard L. Bare
Written by Rod Serling

Willian Fitzgerald, um tenente servindo na 2ª guerra mundial, ganha a habilidade de saber quem vai morrer, via, uma estranha luz que aparece no rosto da pessoa. Depois de predizer corretamente várias morte, ele diz ao seu amigo, Capitão Riker, o que ele é capaz de ver, mas o Capitão não sabe se acredita ou não. Riker consulta Gunther, o médico do pelotão que pensa que pode ser fadiga e sugere que o tenente deveria descansar. Fitzgerald acaba indo para o hospital para ver um de seus homens, Smitty, que deve resistir aos ferimentos. Mas ele vê a estranha luz atravessando o rosto do sujeito e conhece o seu destino.

Quando se torna real sua previsão ele surta no hospital. De volta á tenda, ele revela á Riker que viu a luz no rosto dele. Apesar de dizer á Fitz para esquecer isso e se preparar para a batalha, Riker separa alguns objetos pessoais - algumas fotografias e seu anel de casamento - antes de entrar em combate. No acampamento, os homens discutem sobre os rumores das previsões do Tenente, mas Riker diz à todos os soldados que não existem “pessoas que lêem a mente” no acampamento. Fitz, observando o rosto dos homens e percebendo que ele pode causar um motim, concorda.

Na batalha que se segue, todos retornam exceto Riker, que é morto por um Sniper. Capitão Gunther dá noticias ao Tenente que ele deve retornar aos quartéis-generais para um descanso merecido, mas enquanto o Tenente apanha seu equipamento, ele se vê no espelho e reparar na luz em seu rosto. Um motorista vêm para buscar Fitz para levar ao QG, mas o Tenente aparenta distância, como se resignado ao seu próprio destino.

O Sargento dispensa os dois, e diz ao motorista ter cuidado no caminho; não checaram completamente a estrada á diante para ver se há minas. Os soldados se agrupam para ouvir instruções e enquanto recebem ouve-se ao longo o barulho alto de uma explosão.

Um bom trabalho de roteiro um tanto pouco aproveitado. Mais uma vez Rod Serling fecha o episódio com uma frase de Shakespeare: “ Ele veio denunciar o testemunho rubro de uma guerra sangrenta.” Uma critica mordaz á nossa mortalidade e como o homem não vale nada perante á guerra.

.curiosidades: Dean Stockwell foi originalmente convidado para fazer o papel principal, mas acabou fazendo o episódio “A Quality of Mercy”.
A conceitualização de ver uma luz no rosto de quem vai morrer também foi reutilizada no episódio “Into The Light” de 2002.

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1.18 “The Last Flight” (O último vôo)

Posted: 4.10.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , 0 comentários
 Directed by William Claxton
Written by Richard Matheson (Adaptado do conto:"Flight")

Um piloto de guerra britânico da 1ª guerra mundial, aterrisa seu avião Nieuport numa base aérea americana em 1959 depois de atravessar uma estranha nuvem. Ele é levado imediatamente em custódia e interrogado. Ele reconta que estava voando com seu amigo Alexander Mackaye, que estava perseguido por 7 aeronaves Alemãs. Em vez de ajudar, Decker fugiu da luta se escondendo nas nuvens, em vez de lutar. Ele descobre que Mackaye sobreviveu e se tornou um herói na 2ª guerra mundial salvando muitas vidas na Blitz. Na verdade, General Mackaye está á caminho para inspecionar a base.

Decker não consegue imaginar como Mackaye sobreviveu ao dogfight, até um dos interrogadores sugerirem que ele teve ajuda. Como não havia outros combatentes amigos no setor, Decker pensa que deveria ter sido ele que ajudou então ele foge do interrogatório, entra no seu avião e voe em direção da nuvem. Mais tarde, quando Mackaye chega, ele fica paralisado ao mostrarem o cartão de identificação para ele. Ele revela que Decker realmente salvou sua vida - morrendo em sua causa.

Quando insiste em saber do que se trata tudo isso, Major Wilson sugere que ele sente o chamado de “Old Leadbottom”(como Decker o chamou no interrogatório). “O que você me chamou?”, Mackaye pergunta incrédulo (pois ninguém de fora de seu esquadrão sabia desse apelido), e assim, com as nuvens passando ao longe pela janela do General termina esse episódio e com a citação de Shakespeare para concluir na narração final de Rod Serling:

“Existem mais mistérios entre o céu e a Terra, do que sonham, nossa vã filosofia.”

.curiosidades: Foi filmado em locação real na Base aérea de San Bernardino, Califórnia e o avião bi plano pertencia á Frank Gifford Tallman, um dos maiores dublês de Hollywood.

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1.17 “The Fever” (Febre)

Posted: 24.9.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , 0 comentários
Directed by Robert Florey
Written by Rod Serling

Começo da exploração mais célebre da ficção cientifica que é o medo proeminente das máquinas, esse episódio como muitos outros da série utiliza de um elemento maquinário como uma “slot machine” para causar no expectador a obsessão. É muito diferente você utilizar um robô como fio condutor do medo que um objeto inanimado que pode dizer o futuro ou causar uma atração instantânea. A diferença está na utilização que eles possuem. Algo criado para falar e mexer pode te compreender, de acordo com Asimov, mas, algo inerte de vontade ou pensamentos, como ele pode se comunicar com você?

Flora é casada com Franklin, ela ganhou uma viagem a Las Vegas por uma competição. O marido odeia e repugna jogos de azar ao contrário de sua esposa. Franklin recebe uma moeda de um bêbado no cassino, que praticamente, obriga ele à apostar numa slot machine. Ele ganha e diz á sua mulher que eles deveriam ficar com o dinheiro e não perder de novo como o resto das pessoas.

Quando eles estão indo embora, Franklin acredita que a Máquina o chama para jogar. Continua ouvindo enquanto dorme no hotel. Enquanto imagina seus espólios crescendo, ele decide tentar a sorte, dizendo para si mesmo e sua mulher que ele não pode ficar com um dinheiro “azarento”, e que ele vai se ver livre dele colocando de volta na máquina. Mais tarde, Flora desce ao cassino e descobre Franklin jogando compulsivamente na mesma máquina. Viciado, Franklin perdeu uma grande parte do próprio dinheiro. Quando Flora tenta convencê-lo a parar, ele diz que perdeu tanto que ele precisa ganhar para reaver um pouco da grana. Ele fica enfurecido quando é pressionado á partir, declarando que a máquina é “inumana”, que “provoca, te suga inteiro.” Outros observam que ele joga por horas.

Eventualmente, a slot machine recebe o último dólar e quebra. Franklin grita em desespero pedindo seu “último dólar”. Ele é retirado do cassino aos berros. Mais tarde, Franklin diz á Flora que a máquina estava prestes a pagar, mas quebrou propositalmente para não fazê-lo. Ele começa a ouvir novamente ela o chamando. Vê ela descendo o corredor do hotel em sua direção, perseguindo ele, mas Flora não pode ver e acredita que está ficando maluco. Quando a máquina continua a perseguir, repetindo seu nome vezes sem fim. Ele se encosta na janela tampando os ouvidos, não agüentando mais, ele se joga da janela para sua morte. Um gerente do cassino comenta que “já viu muitos ficarem presos pelo jogo, mas não como ele.” A última cena mostra um dólar rolando no chão e parando ao lado da mão morta e esticada de Franklin. Ao lado, está a máquina, “sorrindo” para ele.

.curiosidades: Essa máquina foi reutilizada em “A Nice place to visit” e “The prime mover”.

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1.16 “The Hitch-hiker” (O Caroneiro)

Posted: 20.9.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , 0 comentários
Directed by Alvin Ganzer
Written by Rod Serling (conto de Lucille Fletcher, adaptado de uma peça de rádio)

Mais um clássico do Twilight Zone a história começa com uma uma mulher, Nan Adams, trocando o pneu furado de seu carro numa viagem cruzando o país de New York para Los Angeles. Quando ela guia para sair da oficina, ela repara um homem estranho pedindo carona, vestido roupas simples com terno e chapéu velhos. Desconfortável, ela manobra rapidamente. Ao longo do tempo, ele vem pedindo carona durante a viagem sempre do lado do acostamento, ela vai ver ele muitas vezes. Um dos maiores temores (e sabendo que o tema principal da série é o medo) dos americanos na época era dar carona, um numero grande de homicídios acontecia em estradas pouco movimentadas e desertas, alias, um estudo observou que a quantidade de carros aumenta numa estrada se esta já teve algum caso de assassinato público. A tensão dela aumenta cada vez mais e quando ela está parada num cruzamento de trens e quase é atingida por um ao tentar fugir do homem, ela se convence que ele está tentando matar-La. Ela só para quando necessário, mas o homem está sempre lá.

Quando ela se perde no Novo Mexico, ela encontra um homem diferente, um marinheiro saindo de sua folga e voltando para o navio atracado em San Diego. Ansiosa por proteção do estranho, ela se oferece á dirigir até San Diego para deixar o marinheiro. Entretanto, ela ainda está paranóica com o homem, e, quando ela o vê na estrada, tenta atropelá-lo, o marinheiro que não viu o homem, teme pela sanidade de Nan e a abandona. No Arizona, Nan liga para sua mãe. Mas a mulher que atende o telefone, Sra. Whitney diz que a Sra. Adams está no hospital: ela teve um ataque nervoso depois de descobrir que a filha, Nan, foi morta num acidente de carro depois que o pneu estourou e capotou. Nesse momento Nan percebe a verdade: O homem estranho não é alguém que quer lhe fazer mal, mas sim a personificação da morte em si, pacientemente esperando ela perceber que já está morta há muito tempo.

Nan retorna ao carro e vê o homem sentado no banco de trás olhando pelo retrovisor, “Acredito que vocês está indo... Na minha direção?” ela pergunta, amigavelmente. Nan aceita seu destino, e segue sua viagem final.

.curiosidades: O nome da protagonista é uma homenagem á filha de Rod Serling.
Na peça original de rádio, foi produzida três vezes e em todas quem narrava era Orson Welles.

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1.15 “I Shot an Arrow into the Air” (Atirei uma flecha no ar)

Posted: 15.9.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , 2 comentários
Directed by Stuart Rosenberg
Written by Rod Serling (Conto de Madelon Champion)

Uma nave espacial controlada por homens aterrissa aonde os astronautas acreditam ser um asteróide desconhecido. A expectativa de sobrevivência ou resgate são poucas. Apenas quatro dos membros da tripulação sobrevivem, um deles quase morto. Depois que ele morre, os remanescentes, Corey, Dolin e Pierson decidem vasculhar o deserto vazio se há alguma coisa - abrigo, água - que possa aumentar a chance de sobrevivência deles. Quando Corey e Donlin reconvêm,  parece que Pierson está morto e Corey surrupia o cantil d’água do seu corpo. Donlin, o oficial em comando, força Corey á mão armada para levá-lo ao corpo de Pierson.

Eles encontram Pierson, ainda quase morto, que com seu último momento de força desenha um diagrama primitivo na areia. Corey mata Donlin e vagueia sozinho, confiante que ele irá sobreviver mais tempo agora que ele possui toda a fonte de água do grupo. Corey vagueia pó um tempo, ao fim, quase desfalecendo, vê um sinal para uma cidade. Eles nunca saíram da Terra.

Depois de caminhar sem direção por todo esse tempo, ele vê um conjunto de linhas de força e percebe que foi isso que Corey desenhou na areia: fios de alta tensão. Uma estrada e uma placa de Nevada revela que ele caíram na Terra - Os homens estiveram em Nevada o tempo todo e nunca saíram de órbita.

.curiosidades: Rod Serling começou um concurso cultural para escolher estórias inéditas de qualquer pessoa para o show, sendo pagas pela qualidade se fossem escolhidas. 15.000 manuscritos foram enviados e nenhum foi decidido. Á não ser esse episódio em particular que foi contado oratoriamente por uma amiga para Serling. Ela recebeu $500 dólares.

.Thiago Manzo

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1.14 “Third From the Sun” (Terceiro à Partir do Sol)

Posted: 7.9.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , 0 comentários
 Directed by Richard L. Bare
Written by Rod Serling (Conto de Richard Matheson)

Apesar da sua temática cientifica, a estória se desenrola numa esteira progressiva muito bem construída baseada no que pode acontecer á dois colegas de trabalho de um foguete e sua família. Tudo dirigido de uma forma que culmina numa revira-volta singela mas de grande impacto.

Will Sturka, um cientista que trabalha numa base militar do governo, tem produzido uma serie de Bomba-H em preparação para uma iminente guerra nuclear. Sturka percebe que existe apenas uma alternativa para escapar da destruição total, essa sendo, roubar uma nave espacial secreta dentro da base. Ele planeja tudo isso com seu colega Jerry Riden, junto com as esposas e sua filha. Os dois planejam por meses, secretamente carregando a nave com suplementos e preparando a nave para a partida.

Novamente, o tema recorrente e em vogue na década de 60 que é a guerra fria, o medo consciente da presença constante do fantasma da destruição em massa. Quando a produção das bombas aumenta, Sturka percebe que o tempo está acabando, então, junto com Riden resolvem por o plano em ação - levar a família para conhecer a aeronave, render os guardas e partir com a nave - mas Carling, um dos colegas ouve a conversa. Naquela mesma noite, ele faz uma visita inesperada no jantar de despedida das famílias, e, obviamente sabendo avisa que “muitos eventos podem acontecer em quarenta e oito horas.” Ao sair da casa, é hora de por o plano em ação.

Os cinco vão para o local de lançamento da aeronave, há um contato no local que os vê com uma lanterna. Fazem sinal e ao chegarem próximo vêem que é Carling, com uma arma avisando que é melhor eles voltarem pois estão presos todos presos por deserção. As mulheres, assistem tudo do carro horrorizadas, ao chegar próximo da porta, Carling é desarmado pela filha de Sturka, Jody, que empurra a porta e faz cair a arma de Carling. Eles deixam-no desmaiado e correm para a nave escapando dos guardas e se lançam para a estratosfera e além.

Em segurança e em rota definida, eles se acalmam e começam a discutir sobre a direção que irão tomar. Uma rota certa, limpa e segura  de 14 milhões de quilômetros para um local misterioso que acreditam que há pessoas parecidas com eles, um lugar chamado Terra: O terceiro planeta à contar do sol.

.curiosidades: A Aeronave foi emprestada de uma outra produção da MGM de muita repercussão “Forbidden Planet”.

.Thiago Manzo
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1.13 "The Four of Us are Dying" (Nós Quatro Estamos Morrendo)

Posted: 24.8.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , , , 0 comentários
Dirigido por John Brahm
Escrito por Rod Serling (adaptado de uma história de George Clayton Johnson)

Arch Hammer é um golpista que pode transformar sua aparência com quem ele quiser. Assim ele começa a por em ordem o seu plano traçado pra noite que vem. Primeiro ele se passa pelo trompetista Foster e tenta roubar a namorada dele. Logo depois, ele visita o Sr. Pennell transmutado do gangster Virgil Sterig para extorquir Pennell, o homem que matou ele. Mas Penell percebe algum tipo de farsa e manda os seus homens atrás dele. Na fuga, muda seu rosto para um boxeador num pôster.

Arch Hammer está afim de dar o maior golpe possível no menor espaço de tempo e ir embora da cidade, com isso ele esta num hotel barato, com uns clippings de jornal e um plano maligno de destruir algumas vidas. Penso quando vejo que é apenas uma conseqüência. Ele então esbarra com o pai do boxeador numa banca de jornal, que o confunde com o homem que partiu o coração da mãe e arruinou a vida de uma jovem. Hammer empurra o velho e retorna ao quarto de hotel, sendo insultado pelo velhinho “bata em mim agora!”. O problema de mudar seu rosto,é que você também não pode mudar o passado, e, é um passado desconhecido. A situação se agrava mais e mais e se têm a nítida sensação de que ele está se estreitando pra tentar escapar da confusão que ele entrou. Um detetive bate no quarto, convidando Hammer para ir na delegacia ser interrogado. Quando Hammer tenta fugir pela porta giratória do hotel, ele assume a identidade do boxeador, novamente.

Nas ruas tentando achar um lugar pra se esconder, ele encontrar “seu pai” novamente, que aponta uma arma pra ele. Hammer tentar dizer ao velho que ele não é quem ele pensa que é. Quando tenta se transformar para mostrar sua verdadeira identidade, o velho atira. Enquanto Hammer respira seu último fôlego, todas as faces que ele se transformou e as pessoas por quem ele se passou, vão aparecendo e desaparecendo gradualmente até chegar ao rosto original que ele sempre usou.

.curiosidades: A banda Nine Inch Nails têm um instrumental chamado “The Four of Us are Dying”.

.Thiago Manzo
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1.12 “What you Need” (O que você precisa)

Posted: 16.8.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , 0 comentários
Written by Rod Serling
(Adaptado de uma estória do mesmo nome de Lewis Padgett. Primeiramente publicado na revista: Astounding Science-Fiction em 1945)
Directed by Alvin Ganzer

Incrivelmente linda essa história, bem propicia pra época que foi feita, sendo apresentado bem no Natal.
Pedott, um vendedor ambulante, têm a curiosa habilidade de vender para as pessoas aquilo que elas precisam exatamente antes delas saberem o motivo. Num Café, ele oferece á uma mulher, alvejante de roupa. E, para um ex-jogador de baseball sem sorte ele entrega um bilhete para Pensilvânia. O jogador recebe um telefonema com uma oferta de trabalho na cidade desse estado e ele precisa limpar o seu casaco, logo, a mulher resolve limpar pra ele unindo os dois. Assistindo a esses acontecimentos está Renard, um vagabundo de segunda categoria, que, resolve tirar proveito da situação.

Renard pede á Pedott que ele dê o que precisa, dando à ele, um par de tesouras, quando Renard fica com o cachecol preso na porta do elevador, ele prontamento utiliza o presente. A partir desse momento, Renard persegue o vendedor sempre pedindo o que precisa, assediando ele de uma forma que só um vagabundo sabe fazer, ao chegar no apartamento do Pedott, esse da uma caneta de tinteiro que vaza e caí encima de um cavalo de corrida, dando à Renard uma chance de ganhar uma bolada nas corridas.

Ao ameaçar Pedott mais uma vez, este, por sua vez, dá a ele um par de sapatos. Ao atravessar a rua, o chão está molhado e um carro acelera em direção de Renard que não consegue sair do lugar, pois, os sapatos são escorregadios para o asfalto. Ao ser atropelado, Pedott explica que “não era o que você queria que importava agora, mas sim, que eu precisava.”
Ainda, magistralmente para fechar o episodio, ele dá um pente para um casal que vê o acidente. Até que eles são entrevistados por um jornalista e o marido usa o pente pra sair bem na foto.

.curiosidades: No conto original, era uma maquina que previa os acontecimentos futuros prováveis.
. No Jornal que Renard lê, está escrito: “Bomba-H capaz de destruição total”. O mesmo jornal de “Time Enough at Last”.
. Esse episódio inspirou Stephen King a escrever um conto similar chamado: “Eu sei o que você precisa.”

.Thiago Manzo

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1.11 “And When the Sky was Opened” (Quando o Céu se Abriu)

Posted: 12.8.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , 0 comentários
 Written by Rod Serling
Baseado no conto “Disappearing Act” de Richard Matheson
Directed by Douglas Heyes

Três astronautas voando dentro do X-20 Dynasoar indo ao espaço pela primeira vez desaparecem do radar num vôo teste, e reaparecem novamente.
Antes de começar o episodio até mesmo da narração de Serling, essa é a primeira impressão do episódio.
Este episódio é cheio de sutilezas de cenário e detalhes minuciosos que fazem mover a estória.
Coronéis Harrington, Forbes e o Major Gart retornam á Terra com o Gart com uma perna quebrada. Os outros dois vão á um bar e Harrington tem a sensação de que ele não pertence mais a esse mundo. Ele imediatamente vai para uma cabine telefônica para ligar para seus pais, mas esses dizem que eles não tem filhos. Harrington misteriosamente desaparece, e ninguém a não ser Forbes lembra de sua existência quando perguntado. Será que é uma ilusão? Será que ele está ficando louco? Será o único sobrevivente?

Forbes conta a historia ao Gart que diz que ele não conhece nenhum Harrington. Então ele não pode ser o único sobrevivente. Então Forbes se olha no espelho e percebe que não há reflexo e corre pra fora do quarto. Quando Gart consegue se erguer do leito do hospital e correr atrás dele, ele desapareceu tal qual Harrington e questionado novamente ninguém se lembra do oficial. Nesse ponto estamos tão confusos quanto o personagem. O que está acontecendo é a pergunta matriz do episódio.
Logo depois, Gart também desaparece apagando a todos da face da Terra.

Para todas essas perguntas a menos óbvia é a mais coerente. Esta implícito que os homens retornaram já mortos, e eram pra eles estarem supostamente mortos e a nave destruída mas algo aconteceu que eles retornaram á Terra mudando a seguencia real dos eventos final, e, desencadeando uma série de “rupturas” no espaço-tempo continuum, logo, o próprio erro foi sendo acertado e colocando tudo em ordem, por isso, apagando os homens e a nave da História.

Quando eu mencionei sutilezas, eu quis dizer os detalhes que movem a estória. O que sem efeitos especiais foi arranjado com movimentos de câmera, posicionamente e principalmente cenário e objetos de cena.
No começo vemos uma grande lona cobrindo um avião. Quando todos desaparecem, vemos só a lona no chão. No jornal que é vendido ao passar do tempo vemos: “ Três homens retornam...”, depois “Dois homens retornam...”, e, por fim “Homem solitário retorna...”. Tudo isso ajuda a criar o clima magistralmente.

.curiosidades: Richard Matheson, o autor do conto, também é autor de Eu sou a Lenda e Amor Além da Vida.
.Thiago Manzo
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1.10 “Judgement Night” (Noite do julgamento)

Posted: 9.8.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , 0 comentários
Written by Rod Serling
Directed by John Brahm

Este é um dos mais difíceis e complicados roteiros já escritos na primeira temporada. Começa com Karl Lanser, o protagonista, no convés do navio. Ele está ansioso e logo sabemos que ele não tem idéia nenhuma de como veio parar a bordo ou com quem ele é. Parado no deck ele desce para jantar junto com a tripulação e os passageiros. Ouvindo o capitão comentar sobre U-boats alemães, Lanser parece entediado e explica com riqueza de detalhes como não saberíamos de sua presença. Ao ser perguntado de onde ele é e quanto tempo ele está na Inglaterra, Lanser explica que ele não é de lá e que nasceu em Frankfurt, Alemanha. Ele sempre aparenta estar confuso, e, vai para sua cabine dizendo estar doente.

Ainda no deck, ele fala com outro membro da tripulação, Sra. Pennyweather. Ao longo do tempo, ele vai ficando mais preocupado e estressado e ele começa a divagar de como todos irão sofrer um fim fatídico. Ele sabe quem ele é mas não sabe dizer quem ele é. O capitão deseja vê-lo novamente. Após uma breve conversa, ele tem suspeitas de Lanser, que nasceu na Alemanha mas não tem documentos para provar. O capitão manda um servente do navio para a cabine de Lanser, vasculhando em suas coisas ele encontra um cap de oficial da marinha alemã. Lanser, logo depois, inspeciona o cap e percebe que tem seu nome no interior.

Lanser começa a ficar cada vez mais em pânico ouvindo os outros passageiros discutir sobre a Guerra, ele sente uma sensação de déjà vu, e esta se tornando cada vez mais freqüente. É obvio neste ponto que ele é um oficial alemão. Lanser tem certeza que o navio será atacado. As 12.05hrs os motores param garantido a certeza que algo acontecerá ás 01.15hrs. Sem conseguir convencer a todos, ele sofre na agonia de ver os passageiros morrerem, pois não acreditam nele. Precisamente na hora que ele disse o navio é afundado por um submarino alemão por um certo Kaptain Leutnant Lanser.

Mais tarde, Lanser está numa cabine dentro do U-boat, recordando da noite. Quando o segundo em comando pergunta para Lanser se eles serão julgados por atacar o navio indefeso, Lanser responde que apenas os britânicos poderão julgá-los. Um dos tripulantes pergunta se Deus também não julgará eles talvez fazendo reviver os momentos finais do navio condenado. E assim termina o episódio: com uma pergunta em aberto. O U-boat está condenado a reviver para sempre o afundamento do navio com Lanser sendo a testemunha ocular entre aqueles mortos sem piedade dentro do navio fantasma. Reconta-se o inferno privado de Carl Lanser e ele reaparece no convés do navio - e o pesadelo recomeça...

Uma critica incrível as ações e recriminações feitas pelos atos de crueldade instilados ao longo do tempo pela guerra.

.curiosidade: um outro episódio também trata de reviver o temor da guerra num campo de concentração: Death’s-head Revisited.

.Thiago Manzo
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1.9 “Perchance to Dream” (Talvez sonhar)

Posted: 3.8.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , , 0 comentários
  Written by Charles Beaumont
(baseado num conto de mesmo nome publicado em novembro de ‘58)
Directed by Robert Florey

“Dormir... Talvez sonhar.” O título deste episódio vêm do monologo mais famoso do bardo inglês William Shakespeare, retirado de Hamlet. Melhor nome não poderia ser dado para essa obra. Com um peso filosófico tremendo existe a premissa de um homem que não pode dormir e nem consegue ficar acordado.

Edward Hall, um homem com problemas cardíacos acredita que se ele dormir pode nunca mais acordar, e, estando acordado agrave a sua condição. Ele procura ajuda do psiquiatra Rathmann e conta que ele vem sonhando em capítulos, como num seriado. Nos seus sonhos, uma dançarina de nome Maya, convida ele para uma viagem num trem-fantasma, mas seu subconsciente sempre lhe diz que algo pode dar errado. Percebendo que Rathmann não pode lhe ajudar, Hall, saí do consultório e se depara com a secretária que se parece igualzinha à Maya. Ele volta correndo para dentro da sala e se joga da janela.

Na verdade, o doutor chama a recepcionista que entra e vê Hall deitado no sofá. O doutor explica que Hall entrou e deitou, dormiu imediatamente e alguns segundos depois soltou um grito aterrador e morreu. Concluindo o doutor diz: “Bem, parece que há formas piores para morrer, pelo menos ele morreu em paz...”

Esse episódio e seu cunho filosófico esta totalmente ligado à realidade de diversas pessoas que passam a vida num estado de sono profundo e morrer pode até ser sua salvação ou sua redenção. Mas o importante é de onde vêm o título.

.curiosidades: O título vem do monologo de Hamlet. Ato III cena I.
Este é o trecho que ele aparece:

“Morrer para dormir... É uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir... Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo;
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.”
 
.Thiago Manzo
.
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1.8 “Time Enough at Last” (Enfim, Tempo Suficiente)

Posted: 26.7.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , , 1 comentários

Written by Rod Serling
(Baseado num conto de Lynn Venable)
Directed by John Brahm

Um dos episódios mais parodiados ao longo do tempo e com um dos melhores e mais recorrentes atores de twilight zone: Burgess Meredith (Pingüim do Batman, treinador do Rocky, voz do narrador de Twilight Zone: The Movie); na verdade, um dos atores preferidos de Rod Serling junto com o mesmo ator que fez A Passage for Trumpet(Jack Klugman).
Á partir de The Lonely, os episódios começaram a ter um nível de roteiro e história de excelência insuperável que chega a ser difícil não assistir a série. A consolidação já estava bem feita á esse ponto nas televisões americanas e muito se deve à esses episódios que se seguem.

Henry Bemis é um bancário que adora ler livros e sente extremo prazer nisso. Infelizmente, seu chefe e sua esposa não compartilham da mesma idéia. Enquanto o dia se segue, ambos são mostrados odiando as atitudes de Bemis, chamando o hobbie dele de irregular e sem sentido. A raiva de sua esposa chega a tal ponto que ela pede para ele ler uma poesia de um de seus livros. Ao se animar com o pedido, ele abre um dos livros e vê todos as frases riscadas em todas as páginas.
Para entender Henry, vocês precisam entender seu jeito de ver o mundo, o prazer que ele sente só é compartilhado por aqueles que também amam a leitura, que viajam para uma área remota, bem longe daquela conhecida pelas pessoas comuns, ao pé da imaginação. Um homem franzino, de caráter fraco, gentil, com óculos de grau fortes e um senso de sabedoria escondida que se sente só de vê-lo.

No dia seguinte, Henry almoça (e lê) dentro do cofre do banco. O lugar mais sossegado e tranqüilo na hora do almoço. No jornal dele, vê-se a seguinte noticia: “Bomba H capaz de destruição total.” Momentos depois, uma grande explosão é ouvida e tudo treme levando Bemis á inconsciência. Quando ele acorda, abre o cofre e descobre que toda a cidade foi destruída, o banco já não existe mais. Ele está testemunhando o resultado da queda da bomba descobrindo que ele é o único homem vivo na Terra.

Ele se encontra, ao passar do tempo, num mundo de abundância e vazio, com comida para durar uma vida inteira e a solidão tomar conta de sua sanidade. Enquanto ele começa perder a esperança e tentar o suicídio com uma arma, ele vê a biblioteca municipal em ruínas. Ele investiga e descobre que alguns livros estão intactos e possíveis de serem lidos. Todos os livros que ele sempre quis estão á distância dos seus dedos e ele finalmente tem todo o tempo do mundo para ler, sem ninguém para o parar.

Henry organiza os livros em ordem que ele tem intenção de ler para os próximos anos, ao pegar o primeiro livro, ele tropeça e os óculos se quebram em mil pedaços. Sem os óculos, Henry é virtualmente cego sem eles. Em lágrimas(e eu também), ele começa a pegar os restos de seu óculos. “Não é justo, simplesmente não é justo. Eu tinha tempo agora. Eu tinha todo o tempo que eu precisava... Não é justo!”

Um grande episódio que fala sobre discussões sociais como anti-intelectualismo, os perigos da tecnologia e a diferença entre Solitude e Solidão.

.curiosidades: a temática da solidão é recorrente (medo de solidão) e pode ser visto em outros episódios como: “Where is everybody?, The Mind and the Matter.”
O jogo para PC Fallout Tactics inclui uma aventura no qual um bibliotecário que vive num planeta isolado quer que o jogador ache os óculos perdidos dele para que ele leia seus livros.
Em Wall-E pode se ver óculos quebrados numa cena jogado no meio de uns entulhos.

.Thiago Manzo
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1.7 “The Lonely” (O Solitário)

Posted: 20.7.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , 0 comentários

Written by Rod Serling
Directed by Jack Smight

Esse é o tipo de roteiro e produção que define Twilight Zone. Roteiro objetivo, de estilo característico. Música de impacto marcante de Bernard Herrmann, um dos maiores compositores de Hollywood (Psicose, Tubarão) e atuação de Jack Warren (12 Homens e um destino).

O clássico começa assim: Em 2046, um prisioneiro é setenciado a viver num confinamento solitário no planeta deserto Ceres, lá de tempos em tempos ele recebe a visita de uma nave que deixa suprimentos e notícias da Terra. Nessas viagens o prisioneiro (James Corry) cria um laço de amizado com o capitão da nave, Allenby, que sempre tenta animar James. O ponto alto da espera é encontrar Allenby e jogar um xadrez ou beber alguma cerveja na barraca improvisada que fizeram para o prisioneiro. A tentativa de manter ele são pelo capitão se sustante em tentar deixar sua vida e o resto de sua sentença humanamente superável tentando fazer com que ele pense na solidão. Nessa viagem especifica, entretanto, Allenby diz a James que ele tem uma “entrega especial” para ele e que ele deveria receber ela de mente aberta. Ao abrir o container, ele percebe que foi deixado um robô feminino chamado Alicia, para fazer companhia. À principio, James detesta o presente do capitão tratando ela apenas como uma máquina; pele sintética e fios por dentro apenas. Mas quando James vê Alicia chorando ele começa a se apaixonar.

O tempo passa e o capitão retorna trazendo ótimas noticias de que ele foi perdoado na Terra e julgado por uma comissão de direitos humanos pela forma de seu julgamento brutal de ser enviado para a reclusão e que ele pode retornar imediatamente, porém, a nave só tem espaço para uma pessoa e 20 kgs de bagagem. Ele não entende no começo e tenta levar Alicia mas é negada a possibilidade dela ser embarcada junto devido ao peso. Ele argumenta freneticamente que ela precisar ir junto pois não é um robô, mas uma mulher. O medo de sua solidão transformou aquilo que ele conhecia como apenas uma máquina se tornou seu melhor companheiro e amiga, alem de estar apaixonado, o medo da solidão não aceita que ele veja a realidade e como uma forma de sobrevivência, ele enxerga ela como um humano. Vendo que não há possibilidades de convence-lo o capitão puxa sua arma e atira no rosto de Alicia. James se desespera mas ao ver o rosto de sua “mulher” feito de fios e placas de metal, ele começa a cair na real e percebe que ele vai deixar pra trás apenas a solidão.

.curiosidades: Primeiro de muitos episódios gravados no deserto de Death Valley (I Shot an Arrow into the Air, "A Hundred Yards Over the Rim" and "The Rip Van Winkle Caper").

.Thiago Manzo
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1.6 “Escape Clause” (Contrato de Fuga)

Posted: 16.7.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , , 0 comentários
Written by Rod Serling
Directed by Mitchell Leisen

Walter Bedeker é um hipocondríaco abusivo e de péssimo humor que vende sua alma ao diabo, com um nome bem singular de “Cadwallader”, pois ele gosta do som dessa palavra, em troca da imortalidade sendo que ele adiciona condições o suficiente para se manter longe das garras do diabo eternamente. Com essa premissa, você tem uma estória com traços cômicos e cheio de jogos. Bedeker é um homem que fantasia o que parece ser doenças de diversos tipos, não há uma definição de alguma coisa, mas a verdade é que ele é um aproveitador das pessoas à sua volta, um homem pragmático.

Uma clausula de escape ou um contrato de fuga é qualquer clausula, termo ou contrato que permite que uma das partes do acordo evite que o contrato seja cumprido.
O que intriga é que o diabo não se sente surpreendido pelos termos e além de tudo adiciona que se ele quiser “pode morrer a hora que desejar”. Essa é a clausula de escape.

Ele usa a sua invulnerabilidade recém ganha para conseguir dinheiros de seguros e emoções rápidas e baratas se jogando de prédios, causando acidentes e em um deles ele acaba matando sua mulher que tenta parar o seu pulo de um edifício. Em vez de se sentir culpado, com um cálculo rápido e frio, Bedeker se entrega à polícia, pois cansado desse jogo que têm feito ele se acusa do “assassinato” de sua mulher para experimentar a cadeira elétrica e sentir a sensação de tomar choque e não morrer. Vendo por um certo prisma da aventura, ele quase que vira um fetichista, apesar de não haver nada de sexual no que ele faz, mas, ir de um extremo a outro na sua vida quando você tinha medo inconsciente de morrer de qualquer coisa desde gripe e uma lufada de ar frio para ser invencível e imortal é um grande passo para um homem, logo, começar a experimentar tudo sem rédeas virou o ponto mais alto dessa mudança, encarar a cadeira elétrica séria um complemento maior, pois, confirmar um símbolo de morte que não vai matar ele nunca.

Mas eis a surpresa: em vez de ser condenado à morte, ele é condenado à prisão perpétua. Tendo que passar o resto de sua vida dentro de uma cela. Sem liberdade alguma. Tudo graças ao seu advogado que é muito bom e o mantém afastado da cadeira elétrica. Do que vale ser imortal e permanecer o resto da vida preso? Ele lembra-se da clausula de escape e resolve utiliza-La tendo um ataque cardíaco. E como é dito na narração final do Mr. Serling: “Todo homem foi posto na Terra condenado a morrer. Tempo e método de execução desconhecido.”
Como eu disse em posts antigos. Trata-se muito do medo nos episódios de Twilight Zone e esse em especial, trata do medo da mortalidade, pois o homem é o único animal do mundo que é mortal porque sabe a hora do seu nascimento e sabe que vai morrer. Nenhum outro animal do mundo é mortal. Eles existem e se vão como manda a ordem natural do universo. O pior de tudo não é saber que você vai morrer. Mas sim NÃO saber quando morrer.

.curiosidade: Esse episódio é um de três que foram vendidos em um pacote para os patrocinadores assistirem e conhecerem a série. Os outros dois eram: The lonely e Mr. Denton on Doomsday.

.Thiago Manzo
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1.5 "Walking Distance" (Distância para Caminhar)

Posted: 23.6.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , 0 comentários
Directed by: Robert Stevens
Written by: Rod Serling

Um vice-presidente “que toma conta de mídia” cansado de seu trabalho, Martin Sloan, quer sair da corrida dos ratos e do estilo de vida ianque. “Eu quero descansar,” ele diz, “eu quero parar de correr.” Saindo com seu carro da cidade somente pelo prazer de dirigir sem direção, ele para num posto de gasolina com rancor e amargura. Pedindo uma troca de óleo e uma lubrificação no carro, ele nota que ele está apenas à 2 quilômetros de sua cidade natal, Homewood, onde ele não tinha voltado faz vinte e cinco anos. Decidido a matar o tempo, ele caminha até o fim da estrada (por isso: Distância para Caminhar), num belo plano pelo vitrina do posto com um corte de dentro da loja de guloseimas da cidadezinha, ele pede um sorvete de chocolate com três bolas. (Muitas das lembranças de Martin são focadas em volta de comida.) Ele está maravilhado que custe apenas 10 centavos- ninguém mais cobra 10 centavos por três bolas, que o atendente tem de perguntar, “De onde você é?”

“New-York,” ele responde. Caminho pela pequena cidade movimentada, um incrível set já usado pela MGM para um remake televisivo de Meet Me in St. Louis, ele curte uma tarde agradável ate que vagarosamente ele percebe que voltou à 1934. Após uma discussão iluminada sobre bolas de gude com um muito jovem Ron Howard ( “As mais claras nos chamamos de ‘clarinhas’”), ele esbarra com ele mesmo aos onze anos, que ele assusta até a alma do menino; logo depois, ele revê seus pais que, para sua implausível confusão, não acreditam que este homem crescido e histérico seja realmente seu filho que simplesmente viajou no tempo. Ele vigia sua velha casa, tentando fazer com que alguém converse com ele, até ele ser informado que a versão dele jovem está no parque de diversões. Uma seguencia frenética num carrossel assegura, com todos os ângulos cobertos, a corrida de Sloan o Louco Assustador para alcançar Sloan o Menino envolta do carrossel até o garoto cair e machucar sua perna. “Eu só queria lhe dizer que esta é uma época maravilhosa,” ele murmura embargado para ninguém. Com você por perto, não é.

Distância para caminhar, escrito por Serling, foi inspirado por uma caminhada pelo estúdios da MGM fez ele se lembrar de uma infância distante. (Talvez, só para Rod Serling, uma caminhada por cidades fictícias podem inspirar memórias extintas.) Um executivo da CBS chamou o roteiro como “Merda”, mas pode ser um exagero; é um pouco cru e um pouco superficial, mas ainda assim é muito efetivo como um conto cuidadoso de como ser pego nas doces memórias do passado e não viver para o futuro, fonte de miséria muitas pessoas e também da popularidade desse episódio. “Nos apenas temos uma chance,” esse pai incrédulo diz a ele, depois de acreditar na sua historia; é quando Sloan chega a entender e para de lamentar que “não há mais carrosséis [e] não há mais algodão-doce,”  que ele se liberta do passado - no qual ele presumivelmente está preso, literalmente e figurativamente, como uma prisão - e libertado de volta ao passado, onde blues toca na jukebox, um sorvete de chocolate custa 1 dólar - nossa, que futuro! - e ele caminha mancando com o machucado que ele ganhou quando era criança, uma expressão física da deficiência mental que era a sua vontade de voltar ao passado, uma cicatriz de batalha de sua derrota sobre sua nostalgia deficiente.

.Henry Stewart
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1.4 "The Sixteen-Millimeter Shrine" (Santuário de dezesseis milímetros)

Posted: 21.6.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , 0 comentários
Written by Rod Serling
Directed by Mitchell Leisen

Estrela de cinema já idosa Barbara Jean Trenton se isola na sua sala de cinema privada, onde ela revê as reminiscências do passado vendo seus filmes antigos. Uma mulher que não consegue esquecer o passado nem da lembrança do seu grande parceiro de tela e ídolo já esquecido. Revendo sem parar o filme mais marcante de seu carreira e o personagem que mais se identificou. Tal qual “Distância para Caminhar” (episódio 5), “dezesseis milímetros” também fala do passado com alusões e homenagens á um filme de Billy Wilder do começo dos anos 50. Algo que deve ser dito é que Twilight Zone é uma série que fala sobre pessoas e seus medos, o medo tantas vezes do lugar-comum. Onde nos identificamos e tantas vezes nos perdemos e nos prendemos. Santuário de dezesseis milímetros não é diferente.

Tentando fazer com que ela comece a viver o mundo real ( todo o tempo ela passa trancada dentro da sala de projeção), seu agente consegue uma parte num novo filme que não a agrada nem um pouco. Não é um papel clássico, o cinema está mudado e ela não convence em ser a protagonista. Ela não consegue esconder a desilusão e desiste do papel. O agente dela com medo de que ela se isole mais ainda naquela sala consegue que um antigo colega de trabalho vá vê-La. O mesmo ator que foi apaixonada e teve um romance, o mesmo ator do filme que vê vezes e vezes seguidas. Mas ele já não tem o mesmo encanto, está velho como ela, aposentou-se da atuação e agora é gerente de uma cadeia de supermercados. Isso horrífica Barbara Jean e a motiva a viver completamente dentro da sala.

Um dia a governanta entra para limpar e encontra o cachecol de seda jogado no chão, ela, presa dentro da tela. Num plano muito bem feito ela joga o cachecol e bem feliz numa festa, ele cai em frente a câmera antes do fim do filme. Na sala, o agente encontra o cachecol: “Para os desejos, Barbie, para aqueles que se tornam realidade...”

Foi um episódio bem idealizado e bem roteirizado mas com alguns calombos no meio do caminho. Ótimos paralelos com Sunset Boulevard  e também tem o mesmo compositor musical: Franz Waxman.

.curiosidades: O cenário das escadas foi reutilizado em mais de um episódio da Season 1.

.Thiago Manzo
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1.3 "Mr. Denton on Doomsday" (Sr. Denton no Dia do Juízo Final)

Posted: 18.6.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , , 0 comentários


Season 1, episode 3

Written by Rod Serling
Directed by Allen Reisner

Um pistoleiro bêbado de nome Al Denton tem uma segunda chance para mudar os problemas á sua volta dada por um homem misterioso, Henry J. Fate, oferece à ele uma poção garantida em transforma-lo no pistoleiro mais rápido do Oeste por dez segundos. Esse é o primeiro de uma leva de episódios ambientados no cenário típico de Faroeste, por um motivo básico da MGM sempre ter grandes cenários para filmes e series desse tipo. Não é um dos melhores episódios nesse cenário, mas há uma critica bem forte contra a Guerra fria lidando com o medo da Destruição Mútua. Enfrentando um jovem pistoleiro chamado Pete Grant que chegou na cidade apenas para um encontrar um duelo, Denton bebe a poção quando descobre que seu oponente bebeu de uma garrafa parecida. Ambos atiram um no outro e acertam a mão, impossibilitando para sempre que eles possam pegar numa arma novamente.

Após isso, Denton diz para seu oponente que eles foram “abençoados” por não precisar de usar uma arma novamente. Denton e Miss Smith observam Henry J. Fate (Destino) silenciosamente cavalgando pra fora da cidade.

Uma das frase mas famosas está no começo deste episódio: “Eu era bom. Eu era muito bom. Eu era tão bom que todo dia alguém iria entrar na cidade para que eu provasse. Todas as manhãs, eu começava a beber mais cedo. Até uma manhã, o homem que veio duelar tinha apenas 16 anos. Eu deixei ele sozinho. Bem na frente do Saloon. Eu abandonei ele sangrando até à morte com a minha bala dentro dele. Eu acho que vou começar tudo de novo. Todo homem que se acha rápido e esperto que tem uma arma vai vir descendo aquela rua. Só que dessa vez, será eu sangrando com a cara enfiada no chão, sangrando até a morte. Eu vou entrar e me barbear. Eu quero estar arrumado no dia que eu morrer.”
.curiosidade: Martin Landau faz um dos personagens da estória. O mais marcante apesar do episódio não ser tão memoravel.

.Thiago Manzo
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1.2 “One for the Angels” (Uma venda para os Anjos)

Posted: 8.6.10 | Postado por Thiago Manzo | Marcadores: , , , , 1 comentários
.Season 1, episode 2

Written by:    Rod Serling
Directed by:  Robert Parrish

Um vendedor, Lew Bookman, é informado pela Morte, ou Sr. Morte, que ele irá morrer à meia-noite. Essa é a premissa inicial do segundo episódio da Season 1, uma premissa um tanto interessante porem pouco aproveitada no seu conceito, talvez por motivos de formatação da série ou de necessidade de querer agradar ao público em geral da época contando como um homem, Lew, carismático e evidentemente um tanto perdido no mundo tenta sobreviver na profissão de caixeiro-viajante. Lembrando uma figura clássica de Arthur Miller, ele se importa e ama o seu trabalho e, se não fosse isso, não teria convencido Sr. Morte a lhe dar mais um dia de vida para que possa fazer a venda da sua vida, uma que ele nunca conseguiu, “uma venda para os anjos”. Assim que a Morte concorda ele resolve abandonar o trabalho de vendedor e achar outra linha de trabalho. Se sente orgulhoso de ter enganado a Morte e virtualmente garantir a sua imortalidade.

Mas não se pode enganar a Morte e com esse senso comum sabemos que isso não irá dar certo, exatamente o que Bookman não contava era que alguém tinha de morrer à meia-noite. Com a sua primeira vitima fora do alcance (devido ao acordo) Sr. Morte decide levar alguém próximo de Lew, a garotinha que adora o caixeiro, uma menina que mora no mesmo prédio. A morte arranja com que um caminhão atropele a menina. Em coma, ele chega para levar a alma dela. A morte é cruel, e não é uma imposição própria dela ser assim, é sua natureza. Com um pouco de aprofundamento no episódio podemos ver que a Morte pode ser o que for até ingênua, como veremos ao longo do desenrolar do conto, mas ser cruel ou impiedosa é de sua natureza. Talvez, no momento em que ela decide levar Lew embora desse plano, ela está sendo misericordiosa para um homem que não agüenta a si mesmo e que a qualquer momento é capaz de chorar se pudesse ter a oportunidade. Algo que até a vida não permitiu.

E assim na hora que seria definida a Morte encontra Lew, que tenta vender ou empurrar os objetos que vende, e ele se esforça como nunca se esforçou na sua vida tentando convencer e amarrando ela numa teia de seduções que apenas um grande vendedor pode fazer, pois quem nunca se sentiu atraído de comprar algo sem necessidade? É de tamanha superação os esforços dele que meia-noite passa. Sendo assim, Morte perdeu seu compromisso. Salvando a vida da garota, voluntariamente Lew Bookman sacrifica a própria vida fazendo a venda dos anjos, uma que consegue persuadir a Morte e assim concluindo o acordo original.
Mais tocante ainda, não é essa fabula mas sim o carisma dele de até no fim tentar pegar sua mala para fazer a venda “nos céus” e a Morte assegurando que essa venda já foi feita.

.curiosidade: O personagem Sr. Morte faz uma outra aparição num episódio futuro em Twilight Zone transformando ele no único personagem recorrente da série.

.Thiago Manzo
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1.1 “Where is everybody?” (Onde estão Todos?)

Posted: 2.6.10 | Postado por Thiago Manzo | 0 comentários
Season 1, episode 1

Directed by: Robert Stevens
Written by: Rod Serling

Para um programa cheio de alegorias e comentários sócio-políticos como TWILIGHT ZONE, o episodio inaugural não poderia ter uma introdução mais germânica. “O lugar é aqui. A hora é agora.” declara Rod Serling, com sua narração inigualável e inflectida - a voz vem das mandíbulas passando pelos dentes cerrados - levantando o pano e estabelecendo a pedra fundamental não apenas para esse episodio especifico mas para a serie inteira.

Um presumível vagabundo vagueia dentro de um restaurante beira de estrada, mas não há ninguém dentro. A pergunta obvia é “Onde estão todos?”, A jukebox continua tocando, o café ainda quente mas não há uma única alma a vista. Entretanto, o mais importante mas não sendo a pergunta menos obvia, pelo menos a principio, é, “quem é esse cara?” Nem ele sabe a resposta, ao desenrolar do episódio ele se lembra de pequenos fragmentos. “Eu estou na Força Aérea!” ele grita, correndo pelas ruas abandonadas da cidade subindo a rua principal, gritando orgulhosamente sua revelação o bastante para acordar até os mortos. Infelizmente, nem eles aparecem.

“Onde estão todos?” é uma declaração de intenções, de estilo, para Rod Serling, enquanto conta a historia de um homem tentando “achar a si mesmo.” Explora o medo do confinamento, não apenas com os sentidos claustrofóbicos mas também no sentido figurado - o medo de estar preso dentro de uma caixa; nosso herói sem nome está quase preso dentro de uma cabine telefônica, até ele arrebentar sua saída, também da mesma forma que a cela de uma prisão quase se fecha com ele dentro.

O episodio piloto resume o medo do artista, particularmente o medo do escritor de ser um recluso. Mas, direto ao ponto, Onde estão todos? toca no medo universal e primário da solidão, a necessidade humana de companheirismo que até a ciência moderna com todos seus mecanismos é incapaz de superar; eles conseguem colocar um homem no espaço, mas não conquistam o desespero da solidão humana! O aspecto mais assustador do episodio, e é bem assustador, é a própria cidade abandonada, uma cidade não populada que assume a força onírica de um pesadelo. Depois de tudo, a abundancia de nada implica na iminência de algo, e esperando que chegue, se é que vai chegar, é a tensão inescapável na duração abreviada de um programa de TV. Funciona, porque a chave para horror cinematográfico, que se aplica a TV também, foi sempre saber que a audiência tem mais medo da imaginação do que aquilo que esta sendo mostrado. ( Na literatura, Poe fazia isso magistralmente: “Então eu abri a porta um pouco mais / Escuridão ao redor, nada mais.”) A tensão do episodio aumenta sabendo que nosso herói esta sendo observado: um charuto descansa aceso num cinzeiro - tal qual o restaurante, parece ser abandonado momentos antes que nosso herói tenha chegado. Um grande olho na janela de um oftalmologista reforça essa idéia. Tem alguém assistindo? Com certeza estão, e a audiência alegremente observa o terror se desvendar para um final incrível no qual se estabelece que uma lenda acabava de nascer na televisão.

.HENRY STEWART

.curiosidade:
O tema desse episodio veio do medo pessoal de Rod Serling de escrever uma cópia do Kraft Television Theater o resto da sua vida. Serling sabia que ele tinha algo a dizer que não podia ficar restrito pela censura, logo, as várias clausuras ao longo do episodio e sendo seu show ele nao seria parado a dizer o que ele pensava mesmo senão houvesse ninguém para ouvir.
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